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domingo, 17 de janeiro de 2016

Você vai para as cidades de de papel pra nunca mais voltar!



Cidades de Papel é um livro que retrata as ironias da vida através de um espectro de personagem. Essa personagem é Margo Roth Spiegelman, ou em outras palavras o milagre da vida de Quentin. Os dois se conhecem desde os dois anos de idade, por serem vizinhos em um bairro de Orlando. Certa vez, enquanto passeavam pelo parque aos dez anos, encontraram um cadáver, e aquele corpo começou a intrigar aa cabeça da pequena Margo, que concluiu que os fios do pobre homem tinham se arrebentado ao voltar para a casa de Quentin durante a noite. E aquela foi a última vez que fizeram contato direto. 

Bem. Os dois continuaram estudando na mesma escola, com a diferença de que Margo se tornou a garota mais popular do Ensino Médio, e da cidade, e todos se deliciavam com a presença e as histórias da menina. Quentin era um reles fracassado, que viveu seus dezessete anos tentando parar de pensar em seu amor de infância, até que, certa noite, ela veio até ele. 

Margo queria que Quentin dirigisse para ela enquanto executavam seu plano maluco de vingança, que incluía deixar bacalhaus de presente para os amigos de Margo, invadir o SeaWorld, e raspar a sobrancelha de um bullier enquanto dormia. É no topo do edifício SunTrust que ambos observam a grande cidade de papel que é Orlando com suas casas de papel, ruas, de papel, bairros de papel e pessoas de papel, e Margo se pergunta qual a finalidade daquilo, e conta sua ambição de deixar de ser uma menina de papel. Ao fim de tudo, ambos se recolheram para suas casas, se perguntando como seria tudo no dia seguinte. Aquela fora a melhor noite da vida de Quentin. Ele só não sabia que aquela seria a última vez que veria a amiga. 

Uma cidade de papel para uma menina de papel. (…) Eu olhava para baixo e pensava que eu era feita de papel. Eu é que era uma pessoa frágil e dobrável, e não os outros. E o lance é o seguinte: as pessoas adoram a ideia de uma menina de papel. Sempre adoraram. E o pior é que eu também adorava. Eu tinha cultivado aquilo, entende? Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim, não totalmente.

Poderia estar morta ou desaparecida. Quentin Jacobsen não tinha certeza de nada, apenas sabia que toda vez que desaparecia ela deixava pistas sobre sua localização, e o garoto então passa a acreditar que Margo Roth Spiegelman deixara as pistas para ele, pois queria que ele a encontrasse, viva ou morta. O que acontece é que ele fica obcecado por encontrar a garota o quanto antes, e isso tudo sem um motivo maior aparente. Há muito tempo os dois não se falavam. Uma única noite seria mesmo possível para tomar o coração do garoto uma outra vez? 

Cidades de Papel é um livro que fala muito sobre explorar os próprios limites e sair da zona de conforto do senso comum, e assim deixar de ser de papel. E para isso, nada melhor do que conhecer a si mesmo. E é nisso que se baseia toda a busca por Margo: conhecer a si mesmo para poder conhecer o outro. E é o contrário que acontece, pois cada vez que Quentin e os amigos de Margo descobrem mais sobre ela, e percebem que, na verdade, nada sabiam sobre ela.

Ela é capaz de ver isso na minha cara. Entendo agora que não posso ser quem ela é, e que ela não pode ser quem eu sou. Talvez Whitman tivesse um dom que não tenho. Já eu preciso perguntar ao ferido onde dói, pois não sou capaz de me tornar o ferido. O único ferido que posso ser sou eu mesmo.
Devo deixar declarado que me surpreendo cada vez mais com o empenho empregado na pesquisa realizada por Green antes de começar a escrever cada livro. Cada mínimo detalhe das cidades e informações envolvidas são tão bem elencadas na estória que é impossível alegar que o autor adquiriu todo aquele conhecimento de mundo e da cultura do local apenas indo a Orlando como turista, e esse empenho realmente vale a pena quando você não se depara com uma enchente de fatos inventados ao longo da leitura.

Me arrisco a dizer que o livro está muito mais focado no processo que nas personagens, sendo este na verdade o protagonista da estória. Margo é uma alegoria ao autoconhecimento e à busca pela plenitude da vida, enquanto Quentin traduz a base do processo, o homem que busca sair da caverna para ver a luz do dia após o vislumbre de uma pequena fagulha. É claro que John Green com toda a sua obra incrivelmente metafórica não deixaria justo esse livro passar em branco.


Quanto ao resto das personagens centrais, todos eles estão nesse mesmo propósito de se descobrir e perceber que não dá pra viver sem mudar a si mesmo inevitavelmente, e cada um deles reage de uma forma diferente à “aventura” proposta no decorrer do livro. Tipos diferentes de personagens, mas nenhuma delas tem uma presença significativa ou interessante no que diz respeito à narrativa. Algumas piadinhas sem graça parecem ter sido mais culpa das personagens que do autor, que soube levar o humor muito bem aos seus outros livros. Muito pouco atraentes, Ben, Radar, Angela, Lacey e até mesmo o próprio Quentin me fizeram desejar muito mais de Margo na leitura, que se demonstrava arrastada quando John Green optou por trabalhar mais as personagens coadjuvantes que o próprio enredo de investigação.

No fim das contas, Margo é o milagre não somente de Quentin, como o de todos os que leem Cidades de Papel, e ficam a esperar virtuosamente por notícias da garota tão bem construída e chamativa. Afinal, quem não quer ser amigo de Margo Roth Spiegelman?

O fato é que não é possível dar opinião sobre o final. Ficou muito “as coisas são assim mesmo”. Foi uma boa conclusão de fato, mas não é o que todos esperam e nem pretendem ler, embora não chegue a ser surpreendente. O autor tinha uma boa premissa para escrever, mas fez um grande desperdício da oportunidade, e o enredo poderia ter sido melhor aproveitado. Sendo assim, O Teorema Katherine continua a ser meu favorito. 




Quanto mais eu trabalho. mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

2016 Reading Challenge + 12 meses de Poe

Hey, hey, hey. Já pensou no que vai ler esse ano? Nesse post trarei algumas dicas pra orientar suas leituras desse ano. 

Depois que eu comecei a ler com frequência, eu nunca organizei muito antecipadamente as minhas leituras. Isso atrapalha um pouco, porque meus desejos mudam o tempo inteiro e eu nunca sei a que livro da prioridade. Já publiquei outras maratonas literárias aqui, mas nunca consegui seguí-las, o que é triste. É nessa vibe de #AnoNovoVidaNova que eu trouxe não só um, mas dois desafios literários pra vocês tentarem junto comigo. Quem sabe a gente consegue?


2016 Reading Challenge

Energia positiva!O primeiro desafio não é muito comum . Encontrei ele no blog do Fernando Tabosa (clica!), e achei as sugestões dele bem válidas e diferentes do habitual. É só dar uma olhadinha na lista aqui embaixo a cada mês, e escolher uma das propostas (pode ser qualquer uma, sem repetir nem eliminar nenhuma), e então, leia!


Pra esse mês eu escolhi a book published before you were born,  ou melhor dizendo em bom Português, "um livro publicado antes de você nascer". O livro que lerei nesse mês será "O Cortiço", de Aluísio de Azevedo, que selecionei por conveniência por ser leitura obrigatória da escola. E não, eu não me orgulho disso. 

12 Meses de Poe

Esse outro desafio é um tanto mais especial. Tão xodózinho que nem devia se chamar desafio. É, na verdade, um projeto literário desenvolvido pela Anna Costa (blog dela aqui ó), com o intuito de incentivar a leitura da obra de Edgar Allan Poe. 



Então, a Anna criou um calendário onde são estabelecidos os contos a serem lidos por mês, composto em sua maioria pelos contos menos conhecidos e mais acessíveis (inclusive, ela disponibilizou um link para download de todas as estórias selecionadas por ela). 

Honestamente, é o desafio que estou mais cativado a cumprir, pois apesar de não conhecer muito de Poe eu já li uma grande quantidade de contos e desenvolvi um apreço pela forma com que ele narra os contos macabros, e aposto que será uma leitura bem interessante. Tem também um filme baseado nos contos dele - se chama "O Corvo" -, que eu analisei aqui no blog nesse link.

Pra participar é só se inscrever aqui para receber um lembrete do desafio todos os meses indicando que conto você deve ler. Use a tag #12mesesdepoe no Instagram, Twitter ou Facebook para divulgar suas leituras e descobrir outras pessoas lendo também. Através da página do projeto você pode acompanhar as novidades e discussões acerca desse desafio. E não se esqueça de visitar o blog da Anna! 

Vou tentar resenhar os contos aqui no blog, embora nunca tenha resenhado contos e não sei se consigo, mas caso isso não ocorra, deixarei meu parecer nas redes sociais (todas ali do lado, já seguiu né?) e nas discussões na página do projeto. 

Abraços e até a próxima!

sábado, 2 de janeiro de 2016

O mundo é virtual, mas o perigo é real!


Título: O Jogo Infinito (The Eye of Minds); Autor: James Dashner; Páginas: 300 Editora: V&R; Ano: 2013;
O Jogo Infinito é o primeiro volume da trilogia  A Doutrina da Morte, escrita por James Dashner (mesmo autor da série de sucesso Maze Runner) e ambientada num universo futurista em que a realidade virtual já é algo não somente comum, mas parte significante da vida das pessoas, cada vez mais dependentes e participantes desse modo de vida.

Esta realidade virtual, consiste na imersão dos jogadores num ambiente chamado VirtNet, que seria como um mundo programado para que os jogadores entrem e vivam suas experiências nos ilimitados espaços e jogos que essa tecnologia pode oferecer. Contudo, a diversão dentro desse ambiente fica comprometida quando Kane, um jogador misterioso, começa a prender jogadores dentro da VirtNet, fazendo com que vários deles apareçam mortos em seu caixão (nome do aparelho usado para se conectar ao jogo).

O governo começa a tomar providências para deter esse hacker, e para isso sabe que a melhor alternativa é contratar outros hackers. É assim que Michael e seus dois amigos Sara e Bryson são elencados para a função de encontrar e eliminar Kane, por suas exuberantes habilidades de hackear o jogo. Okay, bacana, legal. Mas aí está a primeira coisa que me incomodou de cara nesse livro: os três são adolescentes.


É fato que, na maioria das aventuras infanto-juvenis que nos cativam desde o seu lançamento, os protagonistas e grandes detentores do poder e missão de salvar o mundo (ou coisa assim) têm tão pouca idade quanto o trio do livro, mas ao contrario destes, Michael e seus amigos não possuem nenhuma habilidade congênita ou que qualquer um outro jogador não tenha, seu destino não foi providenciado por uma profecia ou qualquer outra coisa que o diferenciasse dos outros. Sendo assim, por que entre bilhões de seres humanos adeptos do jogo na face da terra, o governo escolheria logo três crianças para assumir uma responsabilidade tão perigosa?

Ainda com esse erro gravíssimo eu confesso que gostei da proposta e da narrativa da história, que é bastante fluida e me permitiu terminar o livro de trezentas páginas em pouquíssimo tempo. James Dashner envolve em seu universo um leque de novos termos e usos da língua convenientes ao jogo, que embora meio confusos no começo do livro vão se esclarecendo ao longo da estória.


É um livro composto por mistério e aventura. Várias pistas são dadas ao longo do livro de modo a entreter e fazer o leitor se sentir cada vez mais perto da conclusão final – embora não esteja, de fato –. Contudo, o autor peca em aproveitar muito mal um universo de infinitas possibilidades que se espera de uma realidade virtual, fazendo com que esta pareça mais um cenário de ficção fantástica.
Nota-se certo apelo em fazer as personagens centrais se parecerem com os trios carimbados da literatura infanto-juvenil, como HarryXRonyXHermione e PercyXAnnabethXGrover, quando na verdade a protagonista é muito vazia e os secundários Sara e Bryson cativam muito mais embora tenham sido mal trabalhados ao longo da aventura.

Sobre a conclusão do livro, é um grande BOOM aos olhos do leitor, porque é algo totalmente inesperado, e diferente da opinião de outras pessoas que leram e resenharam o livro eu acredito que faz bastante sentido e não é nada óbvio. Honestamente, foi uma coisa bastante inteligente e aparentemente planejada desde o começo da narrativa, e fez a leitura valer a pena.

Embora ainda não tenha lido Maze Runner, eu esperava mais de um livro de James Dashner, de acordo com as opiniões de muitos amigos que o têm como escritor favorito, e assim não desmereço o sucesso da outra saga – e tampouco dessa, que considerei razoável e intrigante, com seus muitos pontos a melhorar. 

— Existem coisas piores que a morte, Michael – ela falou, franzindo a testa.



segunda-feira, 2 de março de 2015

Cortem-me a cabeça!

RESENHA CRÍTICA DO LIVRO 'O LADO MAIS SOMBRIO"

SINOPSE

Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas.
Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. 
Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real o superprotetor Jeb , mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas.
Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...
Título: O Lado Mais Sombrio (Splintered); Autor: A.G. Howard; Páginas: 368 Editora: Novo Conceito; Ano: 2014;


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

[LI ATÉ A PAGINA 100 E...] O Lado Mais Sombrio

Heeey pessoas. Já tem um tempo que eu tenho que fazer essa coluna (acho que já cheguei a fazer uma vez, mas enfim. É um relatório parcial de leitura do livro sem muitos detalhes da resenha, e só conta até a página 100 (embora a essa altura passei da 200). Aqui falo de um jeito mais informal – ou pelo menos tento –, como se estivesse relatando o livro pra alguém específico.Tem no máximo 500 palavras e o livro da vez é  O Mundo Sombrio – Editora Novo Conceito.

SINOPSE

Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas.

Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. 
Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real – o superprotetor Jeb –, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas.
Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...


E ENTÃO...



Bem, se ainda não soube, a protagonista Alyssa Gardner é tataraneta de Alice Liddell, a Alice que foi ao país das maravilhas que, por sua vez, em sua viagem a esse mundo ficcional acabou por deixar muita bagunça. Isto é, levou caos ao país das maravilhas, quebrando suas rotinas e provocando mudanças, o que acabou gerando o amaldiçoamento de toda a sua linhagem sucessora feminina. Bem, a maioria das descendentes de Alice tentou fugir da tarefa, até Alice aproveitar seu dom de escutar a natureza para por um fim à maldição.
Eu nunca tinha lido um livro desse tipo e, agora que tenho a oportunidade não estou me arrependendo. A escrita é agradável, fácil de se acostumar e não existe aquele bloqueio que geralmente existe no começo dos livros que te impede de continuar muito rapidamente. A ideia da escritora foi bastante original e sua pesquisa foi minuciosa pra adaptar o fantasioso país das Maravilhas em uma história totalmente original e com um enredo perfeitamente linear e bem estruturado.
As personagens são bem legais e, também foram alvo da criatividade eminente de sua criação. Embora, venhamos e convenhamos, o Jeb seja não só uma, mas duas vezes lesado, é um daqueles que contribui pra fluência da história. Morfeu também é bastante intrigante e garante mistério ao enredo e, Alyssa. Ah, Alyssa. OH MENINA SAFADA. ISUAHSIAUHSIAUHSAIUH. Então guria, se você estiver lendo isso aqui. Sei que tu tá na flor da idade e tal, mas não dá pra ficar caindo por todo abdômen que tu ver livre por aí não né?
Bem, é isso. O livro é TOP. Comprem, recomendo. Bastante original e ao mesmo tempo fiel àquela loucura supercrazy do País das Maravilhas de Lewis Carroll que a gente tanto curtiu na infância. Bjos pros fãs. Não acho que tenha chances de minha opinião mudar muito até o fim do livro, mas é um concorrente forte às cinco estrelas. Até logo!


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

[RESENHA] O Herói Perdido

SINOPSE


Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia. Uma mensagem que pode se referir a qualquer um deles: "Sete meios-sangues responderão ao chamado. Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado. Um juramento a manter com um alento final, E inimigos com armas às Portas da Morte afinal." Os campistas seguirão firmes na inevitável jornada, mas, para sobreviver, precisarão contar com a ajuda de alguns heróis, digamos, um pouco mais experientes — semideuses dos quais todos já ouvimos falar... e muito.

Título: O Herói Perdido; Título Original: The Lost Hero; Série: Os Heróis do Olimpo; Autor: Rick Riordan; Editora: Intrínseca; Páginas: 432; Ano: 2011



O livro O Herói Perdido, de Rick Riordan, é a obra de abertura da série Os Heróis do Olimpo, sucessora do sucesso de vendas Percy Jackson & Os Olimpianos (PJO), do mesmo autor. De início, tem-se uma narrativa envolta de suspense interno e externo no que diz respeito às expectativas do livro. 
Jason acorda no banco de um ônibus no que seria a excursão da Escola da Vida Selvagem onde, disseram, ele estudava. Nesse primeiro capítulo, o leitor fica totalmente desnorteado quanto à busca por respostas. Afinal, onde foram parar os protagonistas de PJO? Que fim se sucedeu a eles? A presença de um protagonista masculino e um "casal" secundário deixa algumas dúvidas no ar, principalmente pelo fato de que Jason está sem sua memória e não se lembra de nada nem ninguém no ônibus.
Logo nos capítulos iniciais temos o bom e velho estilo Riordan de iniciar a trama central de imediato, sem enrolações, sem delongas. Annabeth surge e o leitor se depara com o desesperador, senão cômico, fato de que Percy, o querido Cabeça-de-Alga, está desaparecido. E, se não fosse pela conhecida chegada e adaptação no Acampamento Meio-Sangue, poderia ser dito que o Spin-Off realmente foge dos padrões das estórias do autor.
"Você deveria estar morto." É o que Quíron diz a Jason em sua chegada ao Acampamento Meio-Sangue. É de fato um mistério que assola o protagonista. De acordo com conhecimentos anteriores, a partir dos doze anos de idade, o cheiro de um semideus fica mais forte, atraindo com mais veemência os monstros que, em vantagem contra o despreparo deste, podem acabar matando-o. Sendo assim, é um tanto quanto impossível que um semideus possa ter sobrevivido por 16 anos sem ir para o Acampamento Meio-Sangue, ou seja, sem adquirir nenhum treinamento. Além disso, Jason possui uma aversão à cultura grega proposta, tratando Zeus como Júpiter, e principalmente por ter tatuado em seu braço a sigla S.P.Q.R¹, referente à era do Império Romano.  Tudo isso instigando o leitor ainda mais acerca do passado do garoto e do desaparecido filho de Poseidon, que na mitologia grega era descrito como filho de Zeus, e essa intertextualização surge por alguns pontos, levando a crer que Jason não só pode, como deve ter algum tipo de conexão com Percy.
A nova profecia, da qual se teve conhecimento ao final de PJO é anunciada, e logo se toma a curiosidade acerca dos sete semideuses de quem ela fala. Na trama do livro, Gaia está tentando despertar de seu sono profundo para tomar o controle dos deuses gregos. A principal mentora nessa arriscada missão é Hera, que foi sequestrada e auxilia os semideuses de sua prisão. Para que pudesse prevenir a ascensão da mãe terra, Hera precisou fazer uma troca perigosa. E a verdade por trás dessa troca não é menos que reveladora.
A diferença é muito grande, a começar pela narrativa que se dá em terceira pessoa, onde cada capítulo e narrado com foco em uma personagem diferente, de modo que a conexão com protagonista - e sua narrativa em primeira pessoa divertida e interativa - é quebrada, e se conhece o pouco, mas necessário, de cada personagem. É muito difícil, senão impossível, se adaptar a essa modificação. A leitura que antes era fluída. Como leitor e fã da narrativa, eu costumava ler os livros de PJO em um máximo de cinco horas ininterruptas. Entretanto, levei duas semanas e dois dias para ler O Herói Perdido. Apesar do mistério e da sede por respostas, é um livro que não prende muito.
Sendo as três personagens centrais semideuses, houve uma combinação um tanto quanto peculiar e exploratória no que diz respeito à genealogia divina, sendo cada um deles uma espécie de ovelha negra dentre as proles de seu progenitor divino, o que sem dúvida merece uns pontinhos à mais na avaliação do livro.
Em Percy Jackson & Os Olimpianos, as personagens eram íntegras, era de capacidade de qualquer um descrevê-los em poucos instantes de leitura. Percy era lerdo. Annabeth era esperta. Grover era brincalhão e, bem, sátiro. Já em Heróis do Olimpo tem-se um enigma por trás da construção de qualquer um. De onde vieram, o que são, porque são e o que farão, uma das perguntas que se faz constantemente. E a partir daí observamos crescentemente a construção gradual do caráter de cada um deles, a evolução das personagens de acordo a narrativa se afunila. É uma das principais melhoras.
Voltando à intertextualidade e à didática do livro, há um aproveitamento e um aprofundamento melhor da Mitologia Grega - e também agora Romana -. Mais mitos, mais figuras das mitologias, mais conteúdo agregado. "O Herói Perdido" pode acabar sendo também um divertido professor de História.
Outra melhora interessante foi a volta das Habilidades e Dons Especiais - e raros - dentre os semideuses -. Dons como persuasão, pirocinese e vôo são descobertos, apimentando um pouco os conflitos da história.
O porco faz "oinc". (LISPECTOR, Hedge)
Apesar de tantas melhorias no que diz respeito à série original e uma trama no mínimo curiosa, O Herói Perdido conta com um enredo um tanto quanto maçante, sem vigor. Acontecimentos que estão ali por um motivo que parecem tão aleatórios que permitem que o leitor dê uma pausa para o café... e só volte dia(s) depois.



¹ Senatus Populus Que Romanus, "O Senado e o Povo de Roma"

sexta-feira, 4 de julho de 2014

V&R Editora lança o livro “Uma Canção para Jack"

A obra dedicada a duas jovens vítimas de câncer traz sentimentos reais
Uma Canção para Jack narra a relação entre Megan e Jack, dois adolescentes que se conhecem no hospital onde estão fazendo um tratamento contra o câncer. "A história tinha que ser verossimilhante, porque eu odeio sentimentalismo, não poderia suportar isso", diz Celia Bryce, autora do livro. “Na verdade, o livro é engraçado e totalmente crível com personagens atraentes que não são mais santas por estarem doentes”.

Na obra, Megan não consegue compreender, a princípio, que está doente. Nem mesmo sente assim, pelo menos antes do início da quimioterapia. Ela é uma menina de 13 anos que foi recentemente diagnosticada com câncer. Na ala infantil, Megan fica furiosa com todas as crianças gritando, as decorações coloridas e os blocos de construção que a cercam. É durante o seu primeiro dia lá, que Megan conhece Jackson Dawes, um garoto que encara a vida com bom humor.





FICHA TÉCNICA:
Título: Uma Canção para Jack
Autor: Celia Bryce
Formato: 14 X 21 cm
Nº de Páginas: 206
Capa: Brochura
ISBN: 978-85-7683-718-3
Preço: R$ 34,90
       
Jack entra na vida de Megan e os dois criam um vínculo que ajuda a menina a ver a sua vida a partir de uma nova perspectiva. Nessa zona nebulosa entre amigos, começa a surgir algo mais. Celia Bryce transmite com precisão o turbilhão de emoções que os personagens experimentam durante um momento turbulento. “Eles podem não ser graciosos, gratos, ou bons. Eles podem brigar, chorar, gritar e lamentar ou serem sarcásticos, rudes e irracionais. Eles têm todo o direito de ser”.
                                                                                 
"Eu realmente nunca quis escrever um romance antes. A história surgiu a partir de uma série de histórias que nadam ao redor e dentro de mim", afirma a autora. Ela diz que começou a escrever a história em 2002, não imaginando, então, que seria um romance.

Celia fez a pesquisa em duas instituições da Inglaterra para o livro. Ela visitou a unidade de câncer adolescente em RVI de Newcastle e conversando com as pessoas na Christie NHS Foundation Trust, em Manchester. O livro é dedicado a duas jovens vítimas de câncer.  Confira o book-trailer clicando aqui.

Sobre a autora


Celia Bryce nasceu em Jarrow, Inglaterra. Mas antes que ela escrevesse as palavras ordenadamente e em linhas retas, queria ser uma enfermeira, e foi. Porém, com o passar do tempo, decidiu pela arte da escrita e colocou sua vontade em prática. Celia também é vocalista e acordeonista de um grupo de folk. Curte visitar escolas e bibliotecas e realizar oficinas de texto para jovens e idosos. 




Minha Opinião


É provavelmente impossível ler o release de "Uma Canção para Jack" sem se lembrar do fenômeno de vendas A Culpa é das Estrelas,  por conta de toda a forma que se enfatiza um casal com câncer que é tão normal quanto qualquer outro adolescente. Devo ressaltar, porém, que fãs do livro de John Green não devem esperar quaisquer tipos de nostalgia, pois, para começar, a obra reflete um romance entre pré-adolescentes: seres humanos em seu estado de transformação,  também conhecido como puberdade, em que todos os hormônios estão à flor da pele. 
Dada essa consideração, não se deve esperar que se tenham protagonistas cheios de atitudes "sábias", filosóficas, e de caráter martirizante. Ao meu ver, os personagens de uma Canção para Jack serão muito mais verossímeis que se pode esperar, tomando atitudes sem pensar, e sem dúvidas de forma mais empolgante.  
Além disso, também espero uma carga maior de romance, inseguranças e estima por parte das personagens, principalmente por estar vivendo a pré-adolescência e aguardando uma identificação maior com as personagens. Nem preciso dizer imensamente curioso para conhecer o livro.

domingo, 8 de junho de 2014

[RESENHA] Cinquenta Tons de Cinza - E. L. James

Título: Cinquenta tons de cinza
Autor(a): E. L. James
Ano de lançamento: 2012
Editora: Intrínseca
Nº de páginas: 480
Sinopse: Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
Cinquenta Tons de Cinza, primeiro volume da Trilogia de mesmo nome escrita por E. L. James trata de um romance erótico destinado a mulheres adultas e, certamente, homossexuais. O livro ganhou fama devido à precedente popularidade da escritora por publicar fanfics baseadas na então febre da Saga Crepúsculo, escrita por Stephenie Meyer. 
No início do livro Anastasia Steele, concluinte do curso de Jornalismo vai entrevistar, no lugar de sua então enferma amiga Kate, um tipo de bilionário figurão e galante, cuja inevitável popularidade atinge a todos, menos à própria Anastasia, o que de fato é impressionante, pois como estudante de Jornalismo a protagonista da história deveria estar mais ligada às atualidades - e não estava. 
É então que Anastasia fica deslumbrada à respeito da elegância e da beleza de seu entrevistado, e segue desastradamente a entrevista, fazendo as indelicadas perguntas preparadas por sua amiga - e quando digo desastradamente quero dizer que ela cai no chão assim que entra na sala. 
Bem, eu não pretendo tomar isto como uma comparação a Crepúsculo, mas devo dizer que a escritora copiou com fidelidade algumas das personagens da saga. Edward Cullen, com toda a sua elegância, beleza e charme se torna ligeiramente agressivo ao se transmutar no bilionário Christian Grey, enquanto que Isabella Swan, a mortal, fraca e cheia de inseguranças se torna Anastasia, a mulher adulta e virgem que só beijou dois homens em toda sua história de vida.  É então que, dispensando qualquer surpresa, eles se apaixonam. O Leão forte e dominador se apaixona pelo cordeiro fraco, burro e masoquista. Não, eu não estou criticando isto, mas devo dizer que a escritora não fez muito bem a estas personagens ao escrever este livro - tanto é que escrevo esta resenha em primeira pessoa para demonstrar, de todo, minha opinião. 
Uma das príncipais e mais devastadoras críticas negativas que fizeram à saga Crepúsculo foi, sem dúvidas, o fato de a escritora ter supostamente reunido todas as inseguranças femininas e misturado-as em uma única personagem - a protagonista -, para que adolescentes e mulheres do mundo todo se identificassem com a personagem e gostassem do livro. Bem, concordo em partes com esta crítica, mas devo dizer que Crepúsculo tinha uma história - uma trama para Bella, para Forks, e para cada parte participante dos livros -, mas Cinquenta Tons não. No best-seller, E. L. James removeu todo o fundo de história que havia em Crepúsculo que tornou a protagonista uma pessoa tonta, ainda mais insegura, e tornou a eroticidade do livro ridiculamente absurda.
Quando digo absurda, quero dizer que Christian faz a boba e insegura Anastasia assinar um contrato que dá a ele plenos e sigilosos poderes para que ele use e abuse - fisica e sexualmente -, do corpo, da vida e da cabeça de Anastasia, aplicando-lhe os mais severos castigos físicos para obter seu prazer. 
Diga-se de passagem, o sadomasoquismo sexual é e sempre foi uma realidade. No entanto, a autora leva esta temática a um nível ridículo, como se tudo aquilo fosse simplesmente normal - simplesmente amor, e não é o que acontece. A melhor parte do livro inteiro foi quando ela esperava pelo avião para ir passar alguns dias com sua mãe e trocou algumas divertidas mensagens de texto com Christian - sem mais. 
NÃO recomendo o livro a mulheres de decência ou com todos os parafusos no lugar, quaisquer adolescentes e sobretudo garotos de pouca idade, que correm o risco de se deixar levar pela detalhada narrativa em primeira pessoa e quererem experimentar da mente estúpida e insana da protagonista.
Devo dizer, ainda, que para manter um nível aceitável de linguajar, precisei omitir algumas coisas, que se tornam claramente visíveis na vídeo resenha publicada pelo vlogueiro Felipe Neto em seu canal Não Faz Sentido, disponível neste link.


Às vezes me pergunto se existe algo de errado comigo. Talvez eu gaste tempo demais na companhia de meus heróis românticos literários, e conseqüentemente meus ideais e expectativas são extremamente altos. (LISPECTOR, Anastasia)

Esta resenha está participando do Desafio das Mil Páginas. Status: 844/1000
 

domingo, 1 de junho de 2014

[CRÍTICA] Witches of East End


Quem me conhece sabe que sou admirador do místico e do sobrenatural. Desde contos de fada até as máximas e (talvez nem tanto) assustadoras histórias de macabras de vampiros e bruxos. Então, quando estreou, no ano passado, o seriado Witches of East End(Bruxas do Leste), não tive outra alternativa senão acompanhá-lo religiosamente.
A trama de Witches of East End tem como núcleo o clã das bruxas Beauchamp, composto por Freya, Ingrid, Joanna e Wendy. Como resultado de um antigo julgamento, elas foram proibidas de usar magia e expulsas de Asgard - dimensão mágica que, no seriado, está presente como o lar das bruxas -. Confira abaixo o trailer do seriado.
 Joanna é a mãe de Freya e Ingrid, e tem como poder ressuscitar os mortos. Ingrid é a mais velha e prevê o futuro. Freya é a mais nova e tem uma aptidão brilhante com poções. Wendy, a irmã de Joanna e tia das garotas, se transforma em gato e, como tal, possui várias vidas - uma seleção de poderes incríveis para o mais incrível clã de bruxas. De acordo com a maldição, Joanna passa os anos de sua vida imortal vendo suas filhas nascerem, crescerem, desenvolverem seus poderes e, ainda durante a vida adulta, morrerem. Como se já não bastasse o sofrimento pela perda das filhas, não se faz muito tempo desde a morte da última filha para que Joanna engravide de Ingrid, seguidamente por Freya.
Uma trama tão sinistra e ao mesmo tempo peculiar para a família aperfeiçoa, no seriado, a forma como elas são vistas "imbatíveis", mas como punição por tanto tempo de existência, é claro que o poderoso clã de bruxas do East End conseguiu muitos - e bons - inimigos ao longo do tempo, que não tardam a se voltarem contra elas.
Desta vez, Joanna optou por esconder de suas filhas o mundo da magia, a fim de fazer suas vidas durarem mais, o que acabou deixando as garotas despreparadas para o que viria a seguir. A trama irreverente e especialmente "original" acaba dando um enfoque aguçado à presença quase onipotente do clã, o que acaba lembrando a família de bruxas Cromwell, do longa-metragem infanto-juvenil  intitulado Halloweentown.
Nos primeiros minutos do seriado, o telespectador se depara com um cemitério, em que um bruxo metamorfoseado na figura de Joanna prepara um ritual e assassina uma das testemunhas do tão macabro rito. É então que todos estão se dirigindo à uma festa de noivado. O noivado em que Freya - a noiva - encontra o rapaz com quem tem sonhado ultimamente, e para a surpresa do audiente, este rapaz é ninguém menos que o irmão de seu noivo.
Em uma trama muito interessante, Witches of East End contrasta diferentes figuras e personalidades num mundo mágico e tentadoramente contemporâneo - em que bruxos usam celulares - intersectando os dois mundos e deixando um pouco de lado a medievalidade constante em muitas séries e filmes de bruxas. Só que, como toda boa produção, WEE peca em algum ponto muito forte, e desta vez se dá pelo infindável clichê dos dois homens - de personalidade distinta e beleza incomparável - apaixonados pela mesma mulher. O clichê se torna ainda maior quando estes dois homens (Dash & Killian Gardiner), são irmãos, retornando à tentativa já realizada em The Vampire Diaries. Comicamente, Killian representa a figura do badboy da série, de traços físicos e psicológicos que nos lembram Damon Salvatore, de Diários do Vampiro.
Talvez não tenham pecado tanto assim, já que por traz deste triângulo amoroso há uma longa história por traz das gerações passadas, entrelaçando cada personagem a um dado momento das vidas passadas, o que retorna o seriado à posição de uma de minhas favoritas.  A primeira temporada de 10 episódios quase deixou os fãs na dúvida, exceto por um final de reviravoltas no mínimo aguardadas, introduzindo a próxima temporada de Witches of East End, que vai ao ar no dia 06 de julho deste ano, para sanar as dúvidas acerca da possível morte de umas das personagens do seriado.



sexta-feira, 30 de maio de 2014

[PARCERIA] Andrews Ulisses

SOBRE A OBRA
Título: A Ilha de Kansnubra e o portal perdido
Classificação: Infanto-juvenil
Editora Novo Século
Páginas: 280
Data de Lançamento: 18/04/2013

“A Ilha de Kansnubra e o Portal Perdido” é uma obra de ficção infanto-juvenil que visita o imaginário resgatando a fábula e o extraordinário, transportando o leitor para algum ponto no Triângulo das Bermudas onde magos e bruxas dividem espaço com dragões e acontecimentos formidáveis.A trama de estreia do jovem escritor Andrews Ulisses conta a história de Garley, um tímido estudante de dezesseis anos que encontra um misterioso medalhão de ouro e é transportado a uma ilha fantástica habitada por pessoas que possuem poderes mágicos em diferentes graus, além de ser invisível e inacessível para pessoas que vivem fora dela.



SOBRE O AUTOR
Andrews Ulisses nasceu em 1995. Atualmente reside na cidade de Votorantim, São Paulo. Aos dez anos começou a criar histórias em quadrinhos e aos dezesseis decidiu ser escritor. Estudante de engenharia de computação, cinéfilo e gamer, aprecia viajar para conhecer novas culturas e costumes.
Seu primeiro livro solo, na categoria Infanto-Juvenil ,“A Ilha De Kansnubra e o Portal Perdido”, com temática fantástica contendo Magos, bruxas, dragões e outros seres imaginários, foi editado pela Novo Século/Novos Talentos em 2013.
Teve sua participação em importantes eventos literário, tais como: Feira de Frankfurt 2013, Projeto Cultural Europa - Literarte/Abrasa, Projeto Intercâmbio Cultural Brasil-Argentina, na cidade Rosário pela Literarte e Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra/Suíça 2014, pelo stand da Varal do Brasil, uma das maiores vitrines literárias para brasileiros na Europa. Além disso, participou dos dois Catálogos Artisticos da Literarte, mostrando seu trabalho ao mundo. 
Atualmente é membro correspondente no Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa e membro da delegação no Brasil da Academia de Letras e Artes Valparaíso– CHILE.
O autor já é detentor de importantes prêmios. São eles: Prêmio Diamonds of Arts and Education (Viena/Austria), Prêmio Intercultural Latino-Americano de Cultura (Rosário/Argentina) e Prêmio Literário e Artístico – Categoria Revelação – Literarte (Ouro Preto – MG). Foi convidado para ser homenageado com o “Troféu Excelência Cultural ABD”, pelos 70 anos da entidade aos merecedores da cultura e para fazer parte da Enciclopédia Artistas Contemporâneos Lusófonos em homenagem aos 8 séculos da Lingua Portuguesa.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

[RESENHA] A Culpa é das Estrelas - John Green


"A Culpa é das Estrelas" narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.


Título: A Culpa é das Estrelas; Autor: John Green; Editora: Intrínseca; Páginas: 286; Categoria: Ficção Americana.

A Culpa é das Estrelas, vulgarmente chamado pela sigla ACEDE, foi um dos livros mais populares entre os adolescentes entre os anos 2013-2014, tendo atraído uma grande massa de pessoas ao universo da leitura. Bem, talvez essa não seja bem uma resenha de caráter intelectual. Vamos chamar isso de relato pessoal.
Primeiramente, não era um livro que eu compraria. Antes de lê-lo, eu participava de um grupo de leitores no Facebook, onde a cada 10 segundos hiperbólicos alguém falava bem do livro. E, de fato, aquilo me consumia, pois o real ideal do grupo estava se voltando para um único livro. Foi aí que perguntei-me: o que raios há nesse livro que faz tanta gente gostar? 
Assim, busquei saber sobre o que o livro falava - não sou muito fã de sinopses -, e tudo o que me diziam era, basicamente "Ah, é um casal muito fofo, e os dois têm câncer". Assim, eu me tornava indignado por muitos gostarem de um livro assim. E, numa época em que era modinha o fato de quase tudo ter virado modinha, eu sentei-me e disse: Esse livro é uma piada, não passa de mais um romancezinho barato. Os livros do João Verde são puramente uma modinha. Certo, se eu tivesse o livro eu o leria, mas não gastaria dinheiro algum para comprá-lo.
Foi então que me apareceu, minha tão nobre e amada Duda Figueiredo, exibindo seu exemplar azulzinho diante de minhas pupilas (obrigado), e não tive outra alternativa senão pegá-lo para ler. Naquela altura, eu já havia recebido zilhões de spoilers sobre o livro, inclusive sobre o final, mas foi interessante a forma como me esqueci de todos eles. Adaptar-me ao ponto de vista de Hazel Grace não foi algo tão difícil como eu pensava que seria. Hazel é rápida, Hazel é ilária, Hazel vai direto ao ponto. E foi preciso repetir seu nome em três redundantes vezes num mesmo período para dizer que me apaixonei por Hazel, e pela figura que ela representa.
Sobre o primeiro capítulo, Hazel vai costumeiramente à mais uma sessão de seu grupo de apoio, onde poeticamente se opõe à problemática de morte de Augustus Watters que, apesar de estar ali, não possuía mais evidência alguma de câncer (estava apenas acompanhando um frequentador). 
No estacionamento do local de encontro, Hazel e Augustus levam uma conversa casual e tentadoramente engraçada. O rapaz começa a se tornar interessante para a protagonista, até que... não, não vou contar isso, pois pode perder a graça. 
Sim, graça. O que move o livro é literalmente a graça, a comicidade com que as duas personagens centrais (por acompanhadas de seu amigo Isaac) levam o livro a um ritmo acelerado. Cheio de problemáticas, de discussões sobre o verdadeiro significado da vida e sobre ser um peso na vida de outras pessoas. Falam sobre literatura e de coisas muito importantes para a sociedade global, mas que são tão chatas que deixamos de lado. Em A Culpa é das Estrelas tudo se torna, com o perdão de Colin Singleton, extremamente interessante e é impossível  ler o livro arrastando-o.
Com um enredo incrivelmente fantástico, o livro leva o leitor a questionar pequenas coisas da vida às quais não se dá muita importância. É um livro que não deixa pontas soltas, mas sim lições - e, sem dúvidas, encorajamentos. São usadas tantas figuras de linguagem que não saberia citar outra senão a metáfora presente do início ao fim no humor satírico das personagens.
Foi então que, do meio para o final do livro, recebi, novamente, o spoiler de seu desfecho. E aquilo me pegou de surpresa. Continuei lendo, continuei rindo e me perguntando sobre coisas que poderiam acontecer até o presunçoso final do livro, que seria fechado com chave de ouro negro, tentando não me afetar pelo que viria a seguir.
Eu tento, ao máximo, não dar spoilers nas resenhas, mas se alguém - que já estiver lendo a um tempo razoável - juntar os pontos, com certeza irá encontrá-lo no parágrafo a seguir.
Há uma estratégia de (des)preparo emocional próxima ao final do livro que, sem dúvidas, me arrancou muitas lágrimas. Sempre ao estilo poético e engraçado do autor, vários personagens se manifestam aleatoriamente, arrancando choro e risadas do leitor. É então que, no capítulo seguinte, tudo desfaz.
Toda a construção cômica-poética que o autor manteve perfeitamente ao longo de todo livro desmoronou. As palavras sensíveis de John Green já não traziam sensibilidade alguma. Olhar para o livro se tornou um misto de esperança e ódio. Não porque acontecera aquilo para o que ele já nos preparara, mas pela forma totalmente insensível, desinteressante e, perdoe se dessa forma ainda for um palavrão, desgraçada.
Assim, a atmosfera do livro acaba e tudo o que restam são mais alguns capítulos de destrinchamento e pesar, finalizando a obra que na verdade só queria mostrar o sentido da vida. Eu queria, muito, dar cinco estrelas, mas não posso.


Esta resenha está participando do Desafio das Mil Páginas. Status: 364/1000

sábado, 17 de maio de 2014

[RESENHA] A Metamorfose - Franz Kafka


Livro: A Metamorfose
Autor: Franz Kafka
Editora: Abril
Número de páginas: 78

Kafka é um dos autores mais inquietantes de século XX. Nesta novela, o leitor vive a agonia de uma caixeiro-viajante que, de repente, se vê transformado em um inseto grotesco, em um registro absurdamente realista.


Escritor do século XX, Franz Kafka nasceu em 1883 e morreu em 1924. Ao longo de sua vida, dedicou-se a escrita de obras emblemáticas, que são, verdadeiramente, consideradas, marcos da literatura moderna. Entretanto, mesmo com histórias que exalavam qualidade, o escritor decidiu entregá-las a um amigo e pediu para que ele as destruísse. Felizmente, Max Brod não realizou a vontade de Kafka, e, postumamente, as obras kafkanianas foram publicadas. O fato de o autor pedir que alguém desse fim às suas obras pode ser entendido como algum tipo de problema na forma de enxergar-se a si mesmo. Esse impasse fica evidente ao se conhecer a biografia de Kafka e, também, seus escritos.
A novela “A Metamorfose” conta a frustração de Gregor Samsa, um caixeiro viajante que após acordar de seus sonos intranquilos vê-se transfigurado num inseto gigante, feio e asqueroso, assemelhando-se a uma barata. No entanto, não é somente isso que o livro propõe. Nas entrelinhas da novela, é possível ver a aura de sofrimento e desolação que envolve a personagem principal e, por isso, somente o público geralmente acima dos 13 anos de idade consegue ter uma interpretação mais conceituada do livro.
Não é possível ler sequer uma página do livro em que não haja nenhum tipo de menção à frustração de Gregor, que em sua forma de inseto, sentia cada vez mais nojo de seu próprio ser, de sua própria existência. E, ao manter-se na falta de apoio de algumas personagens da estória – em sua maioria, familiares. Então, Gregor acaba sendo demitido devido à sua nova condição física, e isso só intensifica o agravante da crise de Gregor.
Faz-se necessário notar, então, que ainda no clima de nojo pela própria existência, Kafka traz a já citada frustração de uma forma um tanto quanto minimalista, como se, por exemplo, Gregor houvesse sido contaminado por alguma vírus (quem sabe, AIDS).
É partindo desta ideia de “desimportância” do absurdo, que surgem os questionamentos acerca do que haveria inspirado o autor a narrar a história daquela forma. Kafka escreveu o livro durante a crise da Belle Époque, quando estava em meio a uma crise existencial chamada crise da Modernidade.
De um outro ponto de vista, Kafka lembra também algumas fases da vida, como por exemplo: a adolescência, em que em meio às transformações, é difícil a adaptação do ser humano para que possa se sentir bem em sua nova fase; a velhice, em que o ser humano chega a sentir nojo de si mesmo, por estar incapacitado, à mercê dos cuidados alheios, resultando apenas em problemas e incompreensão.
Com base no sentimento de impotência de Gregor Samsa, podem-se influir muitas coisas, mas nenhuma estará mais correta, se não, a própria citação do autor, em uma carta: “Precisamos de livros que nos afetem como um desastre, que nos angustiem profundamente, como a morte de alguém que amamos mais do que a nós mesmos, como ser banido para florestas distantes de todos, como um suicídio. Um livro tem que ser o machado para o mar congelado dentro de nós.”
Pode-se dizer, assim, que “A Metamorfose” é um livro de poucas páginas, mas muitos conceitos, interpretações e, sobretudo reflexões, que fazem o leitor imergir nas páginas repletas de mistério e ignorância, tanto da parte da protagonista quanto do leitor, que nada sabem sobre o misterioso acontecimento.
A obra é certamente indicada àqueles que sofrem algum tipo de crise existencial, podendo ajudar muito o leitor a lidar com as dificuldades e, mais precisamente consigo mesmo. É ainda imprescindível que todo e qualquer estudante ou simpatizante da psicologia leia este livro, ou não saberá o que é, de fato a crise da impotência.



Esta resenha está participando do Desafio das Mil Páginas. Status: 78/1000

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Dê Vampirus Diárius


Quem assistiu o episódio novo de The Vampire Diaries? Meu Deus no céu, querem me matar do coração. Pra começar estava eu, em plenas duas horas da manhã, sozinho em casa, assistindo TVD na sala.

Se você já assistiu o episódio novo, leia estes parágrafos.

Então, quando Caroline e Enzo estão na casa da bruxa a procura de informações sobre Tom (doppelganger de Stefan/Silas), ouve-se um barulho um tanto quanto esquisito. É então dito no sombrio sotaque britânico de Michael Malarkey (Enzo), "O Coração Denunciador".
Não que eu não goste ou, tenha medo de assistir TVD (já tive uma ou outra recaída), mas misturar Diários do Vampiro + Madrugada + Sozinho em casa + Edgar Allan Poe?? Perdões, mas isso é pedir um pouco demais pra mim.
Sem falar, de fato, na cena inebriante de desmaio de Bonnie (mais Katherinezadamente chamada de Bon-Bon) em que, após a inevitável tortura pela qual a bruxa teve que passar quando o grupo de viajantes massacrados decidiram atravessá-la de uma vez. Então, enfraquecida, Bonnie caiu ao chão, o que permitiu que uma entidade morta atravessasse do limbo sobrenatural para Mystic Falls, o que, propriamente, devemos chamar de problema.
Acredito eu que este ser que voltou a vida graças à tribo viajante se trata de ninguém menos que Markos, o líder desta sociedade, de quem pouco se muito falar nos últimos episódios. Quem assistiu o episódio só pôde ver as costas do novo "cidadão" de Mystic Falls e possível futuro problema da trama, mas ainda assim, a se ver por sua fisionomia, eu acredito que seja um outro personagem de Michael Malarkey, o mesmo ator que interpreta o vampiro Enzo. E quem quiser, pode conferir, o porte físico e o formato do cabelo. Estaria eu me enganando ou surgirá mais uma Doppelganger em The Vampire Diaries?
De qualquer forma, se o tal Markos ( e se for, realmente ele ) causar problemas ou, quem sabe, seguir o mesmo modelo patético e abusivo do ex-imortal Silas ou ainda uma cópia descarada do ex-vilão Klaus, cabeças vão rolar.


Se você não assistiu o episódio novo, ou não assiste o seriado, leia aqui em baixo, e saberá como é assistir The Vampire Diaries.

O seriado além de construir um enredo sempre muito imprevisível, não possui suas ligações amorosas por faixada. Cada uma delas possui um peso imensuravelmente ligado a uma linha de fatos e hipóteses que podem vir a calhar. Além do mais, não é aquele tipo de seriados em que só existem pessoas incrivelmente bonitas no elenco. Bem, Diários do Vampiro possui beleza na maior parte do seu elenco, mas isso não quer dizer que predominem totalmente, o que deixa a mitologia cada vez mais verossímil.

O único motivo para que eu me revolte ao assistir o seriado  é a incrível habilidade de personagens interessantes para a história morrerem, e o pior ainda é quando voltam sem utilidade alguma(como o caso de Bonnie, que voltou à vida, mas privada de usar magia. Mas ainda assim, a personagem aderiu à uma nova trama ainda mais interessante, cheia de um mistério que os fãs ainda não conseguiram solucianar. ¹

Quando uma série ultrapassa a quarta temporada ela, na minha opinião, já pode ser considerada um sucesso, mas também é nessa parte da vida útil da mesma que os maiores problemas começam. The Vampire Diaries como maior exemplo atual tinha tudo e mais um pouco pra afundar lentamente, a histórias das cópias estava parecendo chegar ao fim quando seu início fora desvendado, tinha um Spin-Off que ia contar as história dos Originais e chamaria mais a atenção, mas eles conseguiram se superar, prender os fãs, é um tipo de magia que não acontece a todo momento, com todo show e em toda emissora.

TVD passou a explorar mais profundamente o romance de Elena e Damon, tentando mostrar até onde eles conseguiriam, poderiam e seriam levados a ir para provar que levariam esse amor de ambos sem que a tal profecia de que todas as cópias deveriam ficar juntas.

Mas aqueles que pensam que tudo passaria a girar em torno do casal se enganam, a série da um caminho para cada personagem seguir. Bonnie agora é  âncora entre os vivos e os seres sobrenaturais mortos, um fardo e tanto, mas é o que a manteve viva(ou melhor, a trouxe de volta à vida). Caroline creio que foi a que esteve mais perdida nisso tudo, até o encontro com Klaus onde enfim ela começou a definir quem é ela nessa temporada. Jeremy e Matt parecem perdidos, já Stefan ... Este foi taxado com o que seria mais avulso na temporada, mas o amor dele por Katherine foi se desenvolvendo entre o fim da última temporada e o início dessa, o vampiro ainda pareciam um tanto confuso com a "morte" da vampiranha, pois ali víamos que as cópias ficaram juntas, mas não por um simples tropeço do destino, havia amor em Katherine e Stefan - MAS conhecemos Kath, ela era sempre gananciosa, queria tudo e terminou sem nada, sem a filha que a procurou por séculos, sem o amor de sua vida e sem estar viva-.

Muito se comentou do fato de que quando a morte de Katherine chegasse a série também seria levada ao fim, mas muitos se esquecem de que há outras histórias e personagens tão interessantes quanto a que acabou de ser introduzida- a do líder dos viajantes Markos-, além do fato de terem matado a última cópia avulsa de Silas, Tom, deixando só Stefan e Elena como duplicatas vivas.

Eu vi até mesmo algumas pessoas comentando que seria Tom a duplicata pra Elena e Katherine pro Stefan, mas nada disso foi em um segundo confirmado. A série tem um poder de traçar histórias tão marcantes como personagens, e também tirá-los de nós - mas é TVD, eles sempre dão um jeito de voltar-, é uma emoção pela qual se vale a pena passar e assistir. ²
 
 
¹ Luiz Fonseca
² Joice Gabrielle
 
Se você só assiste o seriado pra ver o Ian Somerhalder, meus pêsames. Não há nada aqui que vá lhe interessar.