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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

[DES] Apontamentos Literários

Estava aqui pensando na minha caixinha do nada, tomando um cafézinho de leve pra não perder o costume, e então diversas das minhas mídias sociais passaram a alarmar sobre a adaptação  do livro Cinquenta Tons de Cinza para as telonas. Mas ESPERE, NÃO FECHE O POST AINDA, pois não é sobre essa obra desagradável por assim se dizer que eu pretendo dissertar - sobre ele, veja, já escrevi aqui -. 
O que me ocorreu na verdade, é que eu já fiquei sabendo de inúmeras adaptações cinematográficas de livros que eu li e que foram confirmadas, mas, com o passar dos anos, continuo aqui, esperando essas estreias.n
Não que sejam coisas que eu aguarde ansiosamente, claro, mas são coisas que gostei, e que fiquei na expectativa de assistir o filme. Todos sabemos como a indústria cinematográfica envolve toda uma burocracia e um trabalho a se desenvolver antes da produção de um filme e tal, principalmente sendo um grande mercado movimentador de capital, mas temos, claro, essas promessas que nos foram feitas e estão aí, engolidas pelo vento. Não sei outros, mas meus desapontamentos são:

A primeira dessas promessas é Fallen - caído ou, melhor dizendo, anjo caído -. Li o livro no começo de 2013 de acordo com a indicação de uma amiga. Demorou um pouco, mas acabei por gostar da narrativa da autora e das personagens, que construíram um enredo legal, um romance, e aqueles triângulos amorosos com bases bíblicas. Clichê, mas divertido, e até aí tudo bem. Li a continuação, intitulada Tormenta. Houve uma grande melhora na narrativa do livro. Certas falhas no enredo, mas as personagens novas e a mudança de cenário fez muito bem à leitura do livro. E li o terceiro livro, que se chama Paixão, dando uma verdadeira reviravolta no tempo e espaço, reintroduzindo as personagens nos princípios da história cristã. E então parei, sem ler os outros dois livros (Êxtase e Apaixonados), na espera da adaptação cinematográfica. Não gostei muito do elenco, mas ainda assim fiquei na expectativa. A adaptação foi confirmada e volta e meia eram divulgadas novidades acerca da produção e... o tempo calou.


Outra dessas gracinhas foi a franquia Percy Jackson. Certo, isso é mais recente, do ano passado. Já tivemos adaptações em filme de dois dos livros da série, mas convenhamos que foram um tanto quanto decepcionantes. Não só para nós também, mas para os produtores do filme, que investiram pouco e lucraram pouco, como comentei nesse post aqui, e por isso resolveram cancelar a produção dos filmes. Entretanto, logo veio uma outra notícia super animadora, de que os livros seriam convertidos em uma série de televisão, em que cada livro corresponderia a uma temporada de dez episódios, com um elenco novo e mais fiel às descrições do livro. Okay, ótimo, mas foi só isso e nada mais foi divulgado... o tempo calou.


E por último, e não menos importante, tem Chuck. Não é um livro, mas merece respeito por ser minha série de televisão favorita. Mesmo eu tendo conhecido a série depois do seu fim, assisti cada episódio das cinco temporadas com um gostinho de quero mais, com a mesma sensação de um fã que acompanhou, e acho que nunca terá nada comparado a essa série. Bem, eu nunca assisti os três últimos episódios da série, pois introduzem um final um tanto quanto melancólico demais. Eu sei como a série termina, gosto de spoilers, mas não quero afundar em uma depressão profunda em um término cheio de pontas soltas. Enfim, após o término da série, os produtores não fizeram uma promessa, de fato, mas comentaram sobre produzir um filme de longa-metragem que seria uma continuação da série, pra matar saudades, mas o tempo calou, e cá estou eu esperando amargamente o filme, como milhões de outros fãs que levam a série e o significado dela em suas vidas muito a sério.

J. K. Rowling, minha querida e amada escritora de Harry Potter é um ser que, acredito eu, mereça um prêmio de boa vontade, sendo que tempos depois da conclusão de sua série, ela mais tem feito do que prometido para agradar os fãs, e vem sempre cumprindo o que promete, como por exemplo a adaptação de Animais Mágicos e Onde Habitam, que será lançada logo logo, além é claro dos textos e contos que ela vem publicando sobre o destino das personagens e de responder dúvidas dos leitores sempre que pode no Twitter.

Talvez seja querer demais. Talvez minhas fontes e pesquisas sejam desatualizadas e alguém talvez esteja fazendo algo debaixo do pano, pra depois explodir como uma surpresa para todos os leitores e espectadores que aguardam ansiosamente esses e outros lançamentos. É um pouco mesquinho da minha parte, mas não concordo como esse tipo de coisa é anunciado e depois de muito tempo cai no esquecimento. Por exemplo, A Culpa é das Estrelas um livro muito bom, por sinal, e eu inclusive já o resenhei aqui, mas dada a repercussão mundial que o livro teve pelas estantes e prateleiras, sua adaptação foi produzida quase tão rápido como um estalar de dedo. Isso sem falar que o autor, John Green, ficará alguns anos sem escrever novos livros pois TODAS as suas obras serão adaptadas, e é um pouco triste como algumas coisas recebem mais prioridade que outras, francamente. 

Desabafei.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

[QUOTES] A Culpa é das Estrelas


Saudações, cafezeiros? Ahn. Cafeíneiros? Cafocólatras? É, vamos deixar a nomenclatura para outra hora. Saudações, meus caros leitores! Tudo bem? É notório que já fiz algumas resenhas aqui para o blog, e as primeiras vieram com quotes que por vezes eram engraçadas e marcavam um momento tenso de cada livro. Dando uma olhada em meu blog, percebi que deixei de postá-las, então resolvi fazer, hoje um especial com as quotes mais legais de "A Culpa é das Estrelas" - a última resenha publicada aqui no blog.

"Alguns infinitos são maiores que outros… Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter. "

"Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações."

Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa.

"Aparentemente, o mundo não é uma fábrica de realização de desejos."

"As vezes o universo quer ser notado." É nisso que eu acredito. Acredito que o universo quer ser notado. Acho que o universo é, questionavelmente, tendencioso para a consciência, que premia a inteligência em parte porque gosta que sua elegância seja observada. E quem sou eu, vivendo no meio da história, para dizer ao universo que ele, ou a minha observação dele, é temporária?

 "Sem dor, como poderíamos reconhecer o prazer?" 

"Chegará uma época em que não restarão seres humanos para recordar que alguém sequer existiu. Não sobrará ninguém nem para recordar Aristóteles ou Cleópatra, quanto mais a ti."

"Sou uma granada, um dia vou explodir e não quero machucar você."

"Você coloca a coisa que mata entre os dentes, mas não dá a ela o poder de completar o serviço, é uma metáfora."


E, a melhor das melhores frases de A Culpa é das Estrelas:

"Eu sei que não parecemos muitos, mas entre nós temos 5 pernas, 4 olhos e 2 pares e meio de pulmões." 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

[RESENHA] A Culpa é das Estrelas - John Green


"A Culpa é das Estrelas" narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.


Título: A Culpa é das Estrelas; Autor: John Green; Editora: Intrínseca; Páginas: 286; Categoria: Ficção Americana.

A Culpa é das Estrelas, vulgarmente chamado pela sigla ACEDE, foi um dos livros mais populares entre os adolescentes entre os anos 2013-2014, tendo atraído uma grande massa de pessoas ao universo da leitura. Bem, talvez essa não seja bem uma resenha de caráter intelectual. Vamos chamar isso de relato pessoal.
Primeiramente, não era um livro que eu compraria. Antes de lê-lo, eu participava de um grupo de leitores no Facebook, onde a cada 10 segundos hiperbólicos alguém falava bem do livro. E, de fato, aquilo me consumia, pois o real ideal do grupo estava se voltando para um único livro. Foi aí que perguntei-me: o que raios há nesse livro que faz tanta gente gostar? 
Assim, busquei saber sobre o que o livro falava - não sou muito fã de sinopses -, e tudo o que me diziam era, basicamente "Ah, é um casal muito fofo, e os dois têm câncer". Assim, eu me tornava indignado por muitos gostarem de um livro assim. E, numa época em que era modinha o fato de quase tudo ter virado modinha, eu sentei-me e disse: Esse livro é uma piada, não passa de mais um romancezinho barato. Os livros do João Verde são puramente uma modinha. Certo, se eu tivesse o livro eu o leria, mas não gastaria dinheiro algum para comprá-lo.
Foi então que me apareceu, minha tão nobre e amada Duda Figueiredo, exibindo seu exemplar azulzinho diante de minhas pupilas (obrigado), e não tive outra alternativa senão pegá-lo para ler. Naquela altura, eu já havia recebido zilhões de spoilers sobre o livro, inclusive sobre o final, mas foi interessante a forma como me esqueci de todos eles. Adaptar-me ao ponto de vista de Hazel Grace não foi algo tão difícil como eu pensava que seria. Hazel é rápida, Hazel é ilária, Hazel vai direto ao ponto. E foi preciso repetir seu nome em três redundantes vezes num mesmo período para dizer que me apaixonei por Hazel, e pela figura que ela representa.
Sobre o primeiro capítulo, Hazel vai costumeiramente à mais uma sessão de seu grupo de apoio, onde poeticamente se opõe à problemática de morte de Augustus Watters que, apesar de estar ali, não possuía mais evidência alguma de câncer (estava apenas acompanhando um frequentador). 
No estacionamento do local de encontro, Hazel e Augustus levam uma conversa casual e tentadoramente engraçada. O rapaz começa a se tornar interessante para a protagonista, até que... não, não vou contar isso, pois pode perder a graça. 
Sim, graça. O que move o livro é literalmente a graça, a comicidade com que as duas personagens centrais (por acompanhadas de seu amigo Isaac) levam o livro a um ritmo acelerado. Cheio de problemáticas, de discussões sobre o verdadeiro significado da vida e sobre ser um peso na vida de outras pessoas. Falam sobre literatura e de coisas muito importantes para a sociedade global, mas que são tão chatas que deixamos de lado. Em A Culpa é das Estrelas tudo se torna, com o perdão de Colin Singleton, extremamente interessante e é impossível  ler o livro arrastando-o.
Com um enredo incrivelmente fantástico, o livro leva o leitor a questionar pequenas coisas da vida às quais não se dá muita importância. É um livro que não deixa pontas soltas, mas sim lições - e, sem dúvidas, encorajamentos. São usadas tantas figuras de linguagem que não saberia citar outra senão a metáfora presente do início ao fim no humor satírico das personagens.
Foi então que, do meio para o final do livro, recebi, novamente, o spoiler de seu desfecho. E aquilo me pegou de surpresa. Continuei lendo, continuei rindo e me perguntando sobre coisas que poderiam acontecer até o presunçoso final do livro, que seria fechado com chave de ouro negro, tentando não me afetar pelo que viria a seguir.
Eu tento, ao máximo, não dar spoilers nas resenhas, mas se alguém - que já estiver lendo a um tempo razoável - juntar os pontos, com certeza irá encontrá-lo no parágrafo a seguir.
Há uma estratégia de (des)preparo emocional próxima ao final do livro que, sem dúvidas, me arrancou muitas lágrimas. Sempre ao estilo poético e engraçado do autor, vários personagens se manifestam aleatoriamente, arrancando choro e risadas do leitor. É então que, no capítulo seguinte, tudo desfaz.
Toda a construção cômica-poética que o autor manteve perfeitamente ao longo de todo livro desmoronou. As palavras sensíveis de John Green já não traziam sensibilidade alguma. Olhar para o livro se tornou um misto de esperança e ódio. Não porque acontecera aquilo para o que ele já nos preparara, mas pela forma totalmente insensível, desinteressante e, perdoe se dessa forma ainda for um palavrão, desgraçada.
Assim, a atmosfera do livro acaba e tudo o que restam são mais alguns capítulos de destrinchamento e pesar, finalizando a obra que na verdade só queria mostrar o sentido da vida. Eu queria, muito, dar cinco estrelas, mas não posso.


Esta resenha está participando do Desafio das Mil Páginas. Status: 364/1000