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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

2016 Reading Challenge + 12 meses de Poe

Hey, hey, hey. Já pensou no que vai ler esse ano? Nesse post trarei algumas dicas pra orientar suas leituras desse ano. 

Depois que eu comecei a ler com frequência, eu nunca organizei muito antecipadamente as minhas leituras. Isso atrapalha um pouco, porque meus desejos mudam o tempo inteiro e eu nunca sei a que livro da prioridade. Já publiquei outras maratonas literárias aqui, mas nunca consegui seguí-las, o que é triste. É nessa vibe de #AnoNovoVidaNova que eu trouxe não só um, mas dois desafios literários pra vocês tentarem junto comigo. Quem sabe a gente consegue?


2016 Reading Challenge

Energia positiva!O primeiro desafio não é muito comum . Encontrei ele no blog do Fernando Tabosa (clica!), e achei as sugestões dele bem válidas e diferentes do habitual. É só dar uma olhadinha na lista aqui embaixo a cada mês, e escolher uma das propostas (pode ser qualquer uma, sem repetir nem eliminar nenhuma), e então, leia!


Pra esse mês eu escolhi a book published before you were born,  ou melhor dizendo em bom Português, "um livro publicado antes de você nascer". O livro que lerei nesse mês será "O Cortiço", de Aluísio de Azevedo, que selecionei por conveniência por ser leitura obrigatória da escola. E não, eu não me orgulho disso. 

12 Meses de Poe

Esse outro desafio é um tanto mais especial. Tão xodózinho que nem devia se chamar desafio. É, na verdade, um projeto literário desenvolvido pela Anna Costa (blog dela aqui ó), com o intuito de incentivar a leitura da obra de Edgar Allan Poe. 



Então, a Anna criou um calendário onde são estabelecidos os contos a serem lidos por mês, composto em sua maioria pelos contos menos conhecidos e mais acessíveis (inclusive, ela disponibilizou um link para download de todas as estórias selecionadas por ela). 

Honestamente, é o desafio que estou mais cativado a cumprir, pois apesar de não conhecer muito de Poe eu já li uma grande quantidade de contos e desenvolvi um apreço pela forma com que ele narra os contos macabros, e aposto que será uma leitura bem interessante. Tem também um filme baseado nos contos dele - se chama "O Corvo" -, que eu analisei aqui no blog nesse link.

Pra participar é só se inscrever aqui para receber um lembrete do desafio todos os meses indicando que conto você deve ler. Use a tag #12mesesdepoe no Instagram, Twitter ou Facebook para divulgar suas leituras e descobrir outras pessoas lendo também. Através da página do projeto você pode acompanhar as novidades e discussões acerca desse desafio. E não se esqueça de visitar o blog da Anna! 

Vou tentar resenhar os contos aqui no blog, embora nunca tenha resenhado contos e não sei se consigo, mas caso isso não ocorra, deixarei meu parecer nas redes sociais (todas ali do lado, já seguiu né?) e nas discussões na página do projeto. 

Abraços e até a próxima!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Cortem-me a cabeça!

RESENHA CRÍTICA DO LIVRO 'O LADO MAIS SOMBRIO"

SINOPSE

Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas.
Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. 
Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real o superprotetor Jeb , mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas.
Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...
Título: O Lado Mais Sombrio (Splintered); Autor: A.G. Howard; Páginas: 368 Editora: Novo Conceito; Ano: 2014;


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

[RESENHA] Herói - Emerson Dantas e Pimenta

SINOPSE

Em uma quarta-feira qualquer a vida pode se transformar completamente. No que parecia ser um dia comum, a história de Eric muda de forma inexplicável. Sendo apenas mais um em meio a tantos, com sua família normal, os mesmos amigos de sempre, e as inseguranças de qualquer adolescente, Eric sofre um acidente e quando desperta se vê em um lugar completamente estranho. Não há nada ao seu redor que faça sentido. Nada familiar. É quando ele decide se levantar e procurar uma maneira de voltar para casa, encontrando pessoas, perigos, amigos, inimigos, o amor; situações fantásticas que mudarão completamente o seu destino.
Título: Herói; Autor: Emerson Dantas e Pimenta; ISBN: 9788566725148; Ano: 2014; Páginas: 216; Editora: Buriti;

RESENHA

Eric é um garoto comum no ensino médio numa cidade no interior de Minas Gerais, vivendo diariamente com um grupo de fiéis e inseparáveis amigos. Sim, comum. Eric não nasceu com superpoderes. Não tem um histórico familiar agravante ou uma trágica busca por respostas. Eric é, sobretudo, comum, não clichê. Confesso que, quando iniciei a leitura esperava que ele e seus amigos sofressem um acidente, entrassem em contato com material radioativo e se tornassem super-heróis livrando o mundo de vilões perversos.
Bem, eles realmente sofrem um acidente. Entretanto, Eric acorda sozinho em uma espécie de universo paralelo e, diga-se de passagem, bastante medieval. É lá que encontra o reino pouco receptivo de Asterion e é preso por medidas preventivas, acabando por dar escapadelas da prisão por conta de um sentimento crescente pela princesa Elli.
O reino de Asterion é parte integrante de uma aliança de paz entre quatro reinos, renovada a cada ano por meio de um jantar – motivo pelo qual Eric foi mantido em custódia, à desconfiança de que ele fosse um feiticeiro. Se havia alguma sombra de maldade no rapaz, esta se tornou evidente quando, por um revés, foi pego na cena do assassinato de um nobre estrangeiro. Assim, para evitar sua morte, Eric foge com a princesa, levando o julgamento de que a teria sequestrado, e assim se inicia a trama do livro em busca da volta do garoto para sua terra, e da Princesa por sua mãe desaparecida.
Em uma escrita detalhada e paradoxalmente fluida, Herói traz uma narrativa espelhada em pequenas observações cotidianas, não chegando a ser prolixa, mas com uma escolha certa de palavras que faz toda a diferença na hora de imaginar a cena em questão. É um livro curto, rápido e perigosamente extenso. Não sei como demorei tanto para terminar.
A construção do ambiente em torno do livro foi bem construída, observando-se um excelente fundo de pesquisa por trás da escrita de Emerson Pimenta. As descrições do castelo, das vilas e dos caminhos pelos quais as personagens passaram, trabalhadas em uma riqueza absurda de conhecimento. 
As personagens centrais foram reveladas de forma interessante antes, durante e depois do decorrer do livro. Um grupo improvável formado entre uma princesa fugitiva, o namorado extradimensional acusado de assassinato e feitiçaria, o guarda real enviado para resgatá-los, uma criatura de espécie renegada e uma guerreira paga para destruí-los. Todos eles caíram de para-quedas na história.
Androw, o guarda brutamontes, uma figura aparentemente sem sentimentos além da fidelidade ao seu reino se mostra reservado desde o início. Um tipo com um jeito para boas batalhas, sendo ao tempo todo referenciado como touro no livro. Mesmo em situações mais complicadas se veem traços de sentimentalismo (ou melhor dizendo uma prévia disto) e humanidade no guerreiro, que segue lutando com seus ideais ao lado dos amigos.
A Princesa Elli, com uma história conturbada desde o peculiar desaparecimento da mãe encontra no namorado a esperança de tê-la novamente, ligada à ideia de perdê-lo, e desde então vem lidando com isso. Por mais que, em dados momentos a partir do início oficial da trama, fosse ela a tomar as decisões, Elli não se via tão segura quanto parecia, e isso ficou evidente após alguns diálogos “de rotina”.
Tigo mantém uma característica crescente de felicidade incondicional a partir do momento em que é salvo por Eric. Mesmo que perigosa, é uma criatura de pequenas dimensões e aspecto infantil, sendo sua presença durante a narrativa como a de uma criança sábia, fazendo observações coerentes e infantis durante a aventura.
Como uma Kira, Lori deveria seguir seu instinto mercenário e matar Eric. Entretanto, um traço de humanidade surge na acrobata e a deixa apaixonada pelo garoto, de forma que aos poucos vai se tornando uma personagem mais interativa sentimental e ideologicamente, se tornando fortemente ligada ao trabalho em equipe então desenvolvido.
Por fim, Eric. Já disse que ele é um garoto comum de uma cidade do interior? Eric tem um sonho: ser herói. Um garoto sem um preparo físico digno, condições financeiras agradáveis (principalmente naquele mundo), ou qualquer resquício de poder sobrenatural, como poderia ser um herói? É estritamente curioso, como coisas simples, como sua bondade, sua lealdade, e seu amor por Elli foram capazes de transformá-lo em um. No fim, o astuto Eric não precisou sofrer nenhum tipo de mutação. O poder estava dentro de sua bagagem. Um isqueiro. Um revólver? Não. A trajetória do herói fora na verdade o processo de amadurecimento da personagem. 
Arriscado dizer que, em contrapartida, o vilão por trás da trama conspiratória dentro do reino de Asterion se torna muito claro no início do livro – claro, poderia haver um engano –, entretanto a cada menção a esse personagem há uma confirmação de que é o vilão. Ou melhor, um dos. 
Afinal, surge ainda mais um vilão trabalhando em aliança com este primeiro por um mesmo propósito – com ideais diferentes é claro –, gerando uma certa reviravolta. Um antagonista, citado por vezes mas que só surge na história uma vez e acaba por firmar o amadurecimento da personagem central como um herói.
E, por fim, uma promessa de vilão para o próximo livro, desencadeada de eventos no mínimo macabros que ocorrem no fim da trajetória e antes do período narrado no livro. Penso que, na sequência de Herói, teremos uma trama ainda mais eletrizante e bem trabalhada, superando as expectativas da primeira.
Herói é um livro de aventura escrito sob medida. Mesmo suas cenas ocorrem com algum propósito e algum envolvimento na trama original do livro. As cenas de ação do livro têm uma boa duração e não enjoam, sendo escritas a detalhes reflexivos, que acabam por ater o leitor de vez à narrativa. 
Com seus traços de romance, Herói não remete aos clássicos e trágicos – leia-se clichês – romances adolescentes da literatura atual, de forma que o amor entre Eric e Elli segue uma linha tênue e comum, mas que tem grande efeito sobre o amadurecimento de Eric como Herói. 
O livro escrito por Emerson Dantas e Pimenta traz, finalmente, algo novo e genuíno para uma literatura brasileira contemporânea repleta de compra de ideias – para não se dizer plágio –. É um livro fantástico, para ler em casa, na escola, no trabalho ou nas nuvens, e é minha sugestão de livro nacional.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

[RESENHA] A Culpa é das Estrelas - John Green


"A Culpa é das Estrelas" narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.


Título: A Culpa é das Estrelas; Autor: John Green; Editora: Intrínseca; Páginas: 286; Categoria: Ficção Americana.

A Culpa é das Estrelas, vulgarmente chamado pela sigla ACEDE, foi um dos livros mais populares entre os adolescentes entre os anos 2013-2014, tendo atraído uma grande massa de pessoas ao universo da leitura. Bem, talvez essa não seja bem uma resenha de caráter intelectual. Vamos chamar isso de relato pessoal.
Primeiramente, não era um livro que eu compraria. Antes de lê-lo, eu participava de um grupo de leitores no Facebook, onde a cada 10 segundos hiperbólicos alguém falava bem do livro. E, de fato, aquilo me consumia, pois o real ideal do grupo estava se voltando para um único livro. Foi aí que perguntei-me: o que raios há nesse livro que faz tanta gente gostar? 
Assim, busquei saber sobre o que o livro falava - não sou muito fã de sinopses -, e tudo o que me diziam era, basicamente "Ah, é um casal muito fofo, e os dois têm câncer". Assim, eu me tornava indignado por muitos gostarem de um livro assim. E, numa época em que era modinha o fato de quase tudo ter virado modinha, eu sentei-me e disse: Esse livro é uma piada, não passa de mais um romancezinho barato. Os livros do João Verde são puramente uma modinha. Certo, se eu tivesse o livro eu o leria, mas não gastaria dinheiro algum para comprá-lo.
Foi então que me apareceu, minha tão nobre e amada Duda Figueiredo, exibindo seu exemplar azulzinho diante de minhas pupilas (obrigado), e não tive outra alternativa senão pegá-lo para ler. Naquela altura, eu já havia recebido zilhões de spoilers sobre o livro, inclusive sobre o final, mas foi interessante a forma como me esqueci de todos eles. Adaptar-me ao ponto de vista de Hazel Grace não foi algo tão difícil como eu pensava que seria. Hazel é rápida, Hazel é ilária, Hazel vai direto ao ponto. E foi preciso repetir seu nome em três redundantes vezes num mesmo período para dizer que me apaixonei por Hazel, e pela figura que ela representa.
Sobre o primeiro capítulo, Hazel vai costumeiramente à mais uma sessão de seu grupo de apoio, onde poeticamente se opõe à problemática de morte de Augustus Watters que, apesar de estar ali, não possuía mais evidência alguma de câncer (estava apenas acompanhando um frequentador). 
No estacionamento do local de encontro, Hazel e Augustus levam uma conversa casual e tentadoramente engraçada. O rapaz começa a se tornar interessante para a protagonista, até que... não, não vou contar isso, pois pode perder a graça. 
Sim, graça. O que move o livro é literalmente a graça, a comicidade com que as duas personagens centrais (por acompanhadas de seu amigo Isaac) levam o livro a um ritmo acelerado. Cheio de problemáticas, de discussões sobre o verdadeiro significado da vida e sobre ser um peso na vida de outras pessoas. Falam sobre literatura e de coisas muito importantes para a sociedade global, mas que são tão chatas que deixamos de lado. Em A Culpa é das Estrelas tudo se torna, com o perdão de Colin Singleton, extremamente interessante e é impossível  ler o livro arrastando-o.
Com um enredo incrivelmente fantástico, o livro leva o leitor a questionar pequenas coisas da vida às quais não se dá muita importância. É um livro que não deixa pontas soltas, mas sim lições - e, sem dúvidas, encorajamentos. São usadas tantas figuras de linguagem que não saberia citar outra senão a metáfora presente do início ao fim no humor satírico das personagens.
Foi então que, do meio para o final do livro, recebi, novamente, o spoiler de seu desfecho. E aquilo me pegou de surpresa. Continuei lendo, continuei rindo e me perguntando sobre coisas que poderiam acontecer até o presunçoso final do livro, que seria fechado com chave de ouro negro, tentando não me afetar pelo que viria a seguir.
Eu tento, ao máximo, não dar spoilers nas resenhas, mas se alguém - que já estiver lendo a um tempo razoável - juntar os pontos, com certeza irá encontrá-lo no parágrafo a seguir.
Há uma estratégia de (des)preparo emocional próxima ao final do livro que, sem dúvidas, me arrancou muitas lágrimas. Sempre ao estilo poético e engraçado do autor, vários personagens se manifestam aleatoriamente, arrancando choro e risadas do leitor. É então que, no capítulo seguinte, tudo desfaz.
Toda a construção cômica-poética que o autor manteve perfeitamente ao longo de todo livro desmoronou. As palavras sensíveis de John Green já não traziam sensibilidade alguma. Olhar para o livro se tornou um misto de esperança e ódio. Não porque acontecera aquilo para o que ele já nos preparara, mas pela forma totalmente insensível, desinteressante e, perdoe se dessa forma ainda for um palavrão, desgraçada.
Assim, a atmosfera do livro acaba e tudo o que restam são mais alguns capítulos de destrinchamento e pesar, finalizando a obra que na verdade só queria mostrar o sentido da vida. Eu queria, muito, dar cinco estrelas, mas não posso.


Esta resenha está participando do Desafio das Mil Páginas. Status: 364/1000

segunda-feira, 3 de março de 2014

O Teorema Katherine - A Matemática do amor.



Quando se ouve falar em teorema – a não ser que você seja algum matemático – logo sobe à cabeça uma ideia de teoria, aquilo que defendemos sem mais nem menos, apenas por achar que nosso pensamento está correto e que não deve ser descontinuado. Basicamente, é isso que move o livro agora resenhado.

Colin Singleton, um prodígio que se apaixona por Katherine’s – mas não Katerinas, Katrinas, e, Deus o livre, Catherines -, acabou de sair arrasado de um relacionamento com a 19ª Katherine de sua vida e então cai na estrada com seu amigo Hassan, a fim de tentar esquecer a tão amada ex-namorada. É então que, ao chegar numa cidade – um tanto quanto rural – chamada Gutshot, Colin tem seu momento eureca ao esboçar um Teorema de previsibilidade de relacionamentos amorosos.

O Teorema Katherine é um livro apaixonante, complexo e extremamente engraçado. As sátiras de Hassan, a intelectualidade profunda do prodígio Colin, e a imprevisibilidade e praticidade de Lindsey arrancam do leitor gargalhadas profundas – do tipo que a pessoa para de rir e então se lembra de rir novamente-.

Garanto a quem ler, que ao virar a última página do livro estará com um vocabulário renovado e cheio de expressões estrangeiras e cômicas – por exemplo, Sitzpinkler (alemão) e Fugging (explicação sobre isso no próprio livro)-.

Apesar de ser um livro humorístico e um tanto quanto interessante, digo que só comecei a gostar realmente da obra por volta da página 150, pois tem uma introdução muito aleatória e carregada de flash-backs que acabam denotando tédio e atrasando a leitura do livro.

Sobre a diagramação, o livro tem uma capa bonita e talvez chamativa – ao menos dá um orgulho de ter na estante -. O papel é nosso querido Pólen Soft, mas a leitura deixa a desejar quando se trata da tipologia diferente – e que fez meus olhos estranharem o livro, a princípio-.

Há quem diga que os livros de John Green são pura modinha adolescente – particularmente, eu também defendia este argumento mesmo sem lê-los – e portanto, iniciei a leitura de seus livros com O Teorema Katherine para confirmar ou declinar esta ideia. Só tenho três palavras para resumir isso. É-T-U-D-O-M-E-N-T-I-R-A. À primeira vista, John Green é um ótimo escritor que aborda temas no mínimo interessantes – e no mais exóticos – que prendem o leitor do começo até o fim (ou do meio, como em O Teorema Katherine).

Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.


Avaliação
Contexto - 5 estrelas
História - 5 estrelas
Fidelidade - 5 estrelas
Desfecho - 5 estrelas
Diagramação - 3 estrelas
Linguagem - 5 estrelas
Primeiro Capítulo - 1 estrela

É só que, eu aprendi um tempo atrás que, a melhor forma de fazer as pessoas gostarem de você é não gostar muito delas. (LISPECTOR, Lindsey)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

#1 Resenha - Peter Johnson & O Ladrão de Raios


Bem. Eu li esse livro há 3 anos atrás, e já o reli exatas 7 vezes, mas ainda assim tenho um motivo muito importante pra vir resenhar a obra: O filme. Com o perdão da palavra, fizeram uma grande merda no filme, pois não alteraram somente uma ou duas coisas, mas várias - praticamente o enredo inteiro. Não que o filme seja uma bosta, mas não houve fidelidade aos livros em hipótese alguma.
Mas mudando de saco para mala, palavras não são suficientes para dizer o quanto o livro é bom.
Toda a coleção de Percy Jackson e os Olimpianos prende o leitor desde o princípio com uma narrativa misteriosa e envolvente, que adiciona à Mitologia Grega pitadas de humor e raciocínio lógico. Sim, raciocínio lógico. É comum que cada livro tenha uma missão para as personagens e cada missão é dada juntamente com uma profecia um tanto quanto enigmática. Então você passa o livro inteiro analisando as possibilidades, dando tiros no escuro, e quando vai ler o esperado desfecho,a resposta para o que a profecia realmente dizia acaba sendo algo totalmente diferente do que você pensou.
E, sabe aqueles livros que, antes que você tenha prazer em lê-los sente um desconforto/tédio ao tentar se adaptar no primeiro capítulo? Bem, com "O Ladrão de Raios" - e com os demais livros de Rick Riordan - não há isso. Logo em "Sem querer, transformo em pó minha professora de iniciação à álgebra", você já se vê inserido(a) no contexto do livro e se interessa mais pelo mesmo - não tem erro!
A escrita é fácil de ser entendida, mas não é pobre, e confere uma interatividade perfeita para que o leitor se situe melhor no universo do livro.
Acerca da diagramação, quase não há do que reclamar. A tipografia garante nitidez na leitura, e o miolo feito de Pólen Soft contribui com a facilidade na leitura e com a durabilidade do exemplar. As capas ilustradas com artes conceituais traduzem não apenas o contexto do livro, mas também momentos chave da obra, ainda que o relevo laminado no nome do livro se desgaste facilmente.
É um ótimo livro para quem está começando a vida de leitor!
Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.
Avaliação 
Contexto - 5 estrelas
História - 5 estrelas
Fidelidade - 5 estrelas
Desfecho - 5 estrelas
Diagramação - 4 estrelas
Linguagem - 5 estrelas
Primeiro Capítulo  - 5 estrelas

"Você baba enquanto dorme" (LISPECTOR, Annabeth)