Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

[TRAILER] A 5ª Onda


Conheça "A 5ª Onda", novo filme da Chloe Moretz | 21 de Janeiro nos cinemas
A Terra repentinamente sofre uma série de ataques alienígenas. Na primeira onda de ataques, um pulso eletromagnético retira a eletricidade do planeta. Na segunda onda, um tsunami gigantesco mata 40% da população. Na terceira onda, os pássaros passam a transmitir um vírus que mata 97% das pessoas que resistiram aos ataques anteriores. Na quarta onda, os próprios alienígenas se infiltram entre os humanos restantes, espalhando a dúvida entre todos. Com a proximidade cada vez maior da quinta onda, que promete exterminar de vez a raça humana, a adolescente Cassie Sullivan (Chloe Grace Moretz) precisa proteger seu irmão mais novo e descobrir em quem pode confiar.


A 5ª Onda é um dos lançamentos super esperados para 2016 e promete iniciar o ano com chave de ouro. Com essa premissa, estima-se que agrade não somente aos leitores, mas também tenha uma boa abrangência com os espectadores de filmes de ação. O filme é baseado no livro homônimo lançado no Brasil pela editora Fundamento, que inclusive está disponibilizando a segunda edição dos exemplares com as capas do filme com 30% de desconto em sua loja virtual. 

CURIOSIDADES SOBRE O FILME:


– A atriz Chloe Grace Moretz que interpretou a protagonista de A 5ª Onda também fez parte do filme Se Eu Ficar.
– O vilão da história foi interpretado por Liev Schreiber, que fez o irmão do Wolverine em um dos filme do X-Men.
– Os livros A 5ª Onda e O Mar Infinito estão na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times
– A 5ª Onda é indicado para os fãs de Jogos Vorazes e Divergente
– O terceiro livro da trilogia A 5ª Onda será lançado no exterior em Maio do ano que vem. Aqui ainda não temos previsão de lançamento.


Confira as capas:



Porque, se eu for a última, então eu sou a Humanidade.
E se essa for a última guerra da Humanidade, então eu sou o campo de batalha.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A Escolha Perfeita pra 2015.

Nessa última semana do ano, muito se tem comentado acerca do que houve e do que virá em 2015. Além de desejos pessoais e cristãos, há as promessas de continuação de sagas e filmes agraciados pelo público brasileiro. 
Dentre os lançamentos esperados para 2015, temos: a continuação das séries da escritora Meg Cabot (o Diário da Princesa, que ganhará dois livros, e A Mediadora, que ganhará um livro); e novas continuações em filmes de curta metragem das sagas Crepúsculo e Harry Potter. A animação favorita das crianças em 2014, Frozen, retornará em uma série de livros como continuação da história, sendo publicada pela editora Random House.
Na posição de mais esperados do ano estão Os Vingadores 2: A Era de Ultron e Cinquenta Tons de Cinza, baseado no romance homônimo de E. L. James. Há também rumores acerca de uma continuação de Malévola. A atriz Angelina Jolie afirma que adoraria reviver a vilã mais uma vez.
São previsões ótimas e tudo indica que 2015 será um ano repleto de novidades e bons resultados.

Desejo profundamente que as séries que acompanho (The Vampire Diaries e The Flash¹) voltem desse hiatus tenebroso. Entretanto, minha maior espera é o lançamento da continuação do filme musical Pitch Perfect (A Escolha Perfeita), de longe meu filme favorito, considerando minha paixão pelos musicais, e pra comemorar o lançamento do segundo filme, resolvi falar sobre ele no último post do ano.
Beca é uma garota alternativa que quer se mudar para Los Angeles e seguir sua carreira como DJ, mas é forçada pelo pai a ingressar na Universidade de Barden e se formar antes de assumir o controle de sua própria vida, e é na faculdade que ela encontra as Barden Bellas: um grupo musical à capella feminino que tenta se recuperar do fracasso das finais do ano passado.
Trata-se de um grupo um tanto quanto antiquado que performa sempre a mesma música da Madonna e vem se arrastando nas competições. A líder - leia-se ditadora - Aubrey já não pode mais contar com o antigo padrão de beleza do grupo e então se vê obrigada a selecionar integrantes mais alternativas (anormais), como a jovem DJ, que acaba criando uma resistência contra os métodos ultrapassados de Aubrey, que erradica suas tentativas de inovação.
Rebatendo a algumas críticas, está longe de ser um filme feminino, a se contar pelo contraste de grupos sociais alternativos a que as garotas pertencem, não se caracterizando como patricinhas fúteis e eliminando qualquer contexto maçante do filme - desculpa, Aubrey!
The Treblemakers - Please Don't Stop the Music
A medida certa de humor está presente em todas as cenas, mesmo dublado o filme extrai altas gargalhadas do expectador com os níveis mórbidos de esquisitície das personagens, e esse caráter hilariante do filme se intensifica ainda mais quando as Bellas confrontam a cada cena os Treblemakers - um grupo a capella masculino da mesma faculdade que sempre arrasa nas competições e vence os campeonatos, assumindo um papel vitalício de rivalidade com as meninas.
Como um filme musical, achei as músicas muito bem escolhidas e, as performances, fantásticas. O filme vem contribuindo bastante com uma integração da música a capella - em que se faz todos os instrumentos e efeitos sonoros da música com a própria voz -, que se torna ainda mais efetiva com a disparada do grupo musical (real e um pouco mais antigo que o filme) Pentatonix².
A maioria são músicas inescutáveis, como um barulho insuportável no ouvido, mas os arranjos musicais que fazem no filme são totalmente diferentes, como se renovassem a música e a deixassem muito melhor. Tipo Right Round, do Florida. Não acho a música muito atraente, mas a performance dos Treblemakers nas regionais foi sensacional. 
Além disso, o filme tem bons diálogos. Cenas interessantes, com uma menções e citações externas compreensíveis e altamente atraentes. Há uma pitada de romance, como praticamente todo filme do gênero que envolve meninos e meninas, mas em vez de tornar algo tosco e gerar todo o enredo do filme, se torna apenas um suporte para a comédia dessa longa metragem.
Falando em evolução, essa é Lily Onakuramara.
E sim, isso é vômito. 
Percebe-se também um caráter evolutivo em cada uma das personagens centrais, que vão se desenvolvendo desde o início do grupo até o final do filme - ou melhor, até as finais do campeonato acapella -. Inclusive, ocorre uma espécie de mesa redonda próxima ao desfecho do filme, que põe em prática o que foi vivenciado, é claro que de forma muito irônica e carregada de humor.
Acho que minhas personagens favoritas são a Amy Gorda, a melhor cantora da Tasmânia com dentes e também a responsável pela maior parte da graça do filme, a Chloe, porque ela é ruiva, e o Benjamin Applebawn (deus me perdoe se escrevi errado), o figurante mais retardado e bolado do filme.


Beca, a protagonista, também é uma personagem adorável e prova que mesmo as mocinhas decididas bem resolvidas têm seus problemas no fim das contas - e, pelo amor de Deus, ela não teve sonhos eróticos com todos os caras da faculdade na primeira semana, merece um Oscar. Também é um grande avanço para sua intérprete Anna Kendrick, que não só mostrou que sabe soltar a voz como também que não é só mais uma coadjuvante boba com um belo par de seios do interior (a.k.a Jessica de Crepúsculo).
A continuação desse filme de título um tanto quanto sugestivo será lançada no dia 15 de Março de 2015 - e já não vejo a hora de cuspir a pipoca pra fora toda vez que a Amy Gorda abrir a boca -, então se você nunca assistiu o primeiro filme da sequência, não perca tempo - me arrisco a dizer que essa escolha será um tanto quanto... perfeita! :)








"Comi minha gêmea no útero. " (LISPECTOR, Lily)


¹ Olha, acho que vou falar sobre The Flash aqui no blog. 
² Ah, sim, o Pentatonix vai fazer parte do segundo filme. Legal, né?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Dê Vampirus Diárius


Quem assistiu o episódio novo de The Vampire Diaries? Meu Deus no céu, querem me matar do coração. Pra começar estava eu, em plenas duas horas da manhã, sozinho em casa, assistindo TVD na sala.

Se você já assistiu o episódio novo, leia estes parágrafos.

Então, quando Caroline e Enzo estão na casa da bruxa a procura de informações sobre Tom (doppelganger de Stefan/Silas), ouve-se um barulho um tanto quanto esquisito. É então dito no sombrio sotaque britânico de Michael Malarkey (Enzo), "O Coração Denunciador".
Não que eu não goste ou, tenha medo de assistir TVD (já tive uma ou outra recaída), mas misturar Diários do Vampiro + Madrugada + Sozinho em casa + Edgar Allan Poe?? Perdões, mas isso é pedir um pouco demais pra mim.
Sem falar, de fato, na cena inebriante de desmaio de Bonnie (mais Katherinezadamente chamada de Bon-Bon) em que, após a inevitável tortura pela qual a bruxa teve que passar quando o grupo de viajantes massacrados decidiram atravessá-la de uma vez. Então, enfraquecida, Bonnie caiu ao chão, o que permitiu que uma entidade morta atravessasse do limbo sobrenatural para Mystic Falls, o que, propriamente, devemos chamar de problema.
Acredito eu que este ser que voltou a vida graças à tribo viajante se trata de ninguém menos que Markos, o líder desta sociedade, de quem pouco se muito falar nos últimos episódios. Quem assistiu o episódio só pôde ver as costas do novo "cidadão" de Mystic Falls e possível futuro problema da trama, mas ainda assim, a se ver por sua fisionomia, eu acredito que seja um outro personagem de Michael Malarkey, o mesmo ator que interpreta o vampiro Enzo. E quem quiser, pode conferir, o porte físico e o formato do cabelo. Estaria eu me enganando ou surgirá mais uma Doppelganger em The Vampire Diaries?
De qualquer forma, se o tal Markos ( e se for, realmente ele ) causar problemas ou, quem sabe, seguir o mesmo modelo patético e abusivo do ex-imortal Silas ou ainda uma cópia descarada do ex-vilão Klaus, cabeças vão rolar.


Se você não assistiu o episódio novo, ou não assiste o seriado, leia aqui em baixo, e saberá como é assistir The Vampire Diaries.

O seriado além de construir um enredo sempre muito imprevisível, não possui suas ligações amorosas por faixada. Cada uma delas possui um peso imensuravelmente ligado a uma linha de fatos e hipóteses que podem vir a calhar. Além do mais, não é aquele tipo de seriados em que só existem pessoas incrivelmente bonitas no elenco. Bem, Diários do Vampiro possui beleza na maior parte do seu elenco, mas isso não quer dizer que predominem totalmente, o que deixa a mitologia cada vez mais verossímil.

O único motivo para que eu me revolte ao assistir o seriado  é a incrível habilidade de personagens interessantes para a história morrerem, e o pior ainda é quando voltam sem utilidade alguma(como o caso de Bonnie, que voltou à vida, mas privada de usar magia. Mas ainda assim, a personagem aderiu à uma nova trama ainda mais interessante, cheia de um mistério que os fãs ainda não conseguiram solucianar. ¹

Quando uma série ultrapassa a quarta temporada ela, na minha opinião, já pode ser considerada um sucesso, mas também é nessa parte da vida útil da mesma que os maiores problemas começam. The Vampire Diaries como maior exemplo atual tinha tudo e mais um pouco pra afundar lentamente, a histórias das cópias estava parecendo chegar ao fim quando seu início fora desvendado, tinha um Spin-Off que ia contar as história dos Originais e chamaria mais a atenção, mas eles conseguiram se superar, prender os fãs, é um tipo de magia que não acontece a todo momento, com todo show e em toda emissora.

TVD passou a explorar mais profundamente o romance de Elena e Damon, tentando mostrar até onde eles conseguiriam, poderiam e seriam levados a ir para provar que levariam esse amor de ambos sem que a tal profecia de que todas as cópias deveriam ficar juntas.

Mas aqueles que pensam que tudo passaria a girar em torno do casal se enganam, a série da um caminho para cada personagem seguir. Bonnie agora é  âncora entre os vivos e os seres sobrenaturais mortos, um fardo e tanto, mas é o que a manteve viva(ou melhor, a trouxe de volta à vida). Caroline creio que foi a que esteve mais perdida nisso tudo, até o encontro com Klaus onde enfim ela começou a definir quem é ela nessa temporada. Jeremy e Matt parecem perdidos, já Stefan ... Este foi taxado com o que seria mais avulso na temporada, mas o amor dele por Katherine foi se desenvolvendo entre o fim da última temporada e o início dessa, o vampiro ainda pareciam um tanto confuso com a "morte" da vampiranha, pois ali víamos que as cópias ficaram juntas, mas não por um simples tropeço do destino, havia amor em Katherine e Stefan - MAS conhecemos Kath, ela era sempre gananciosa, queria tudo e terminou sem nada, sem a filha que a procurou por séculos, sem o amor de sua vida e sem estar viva-.

Muito se comentou do fato de que quando a morte de Katherine chegasse a série também seria levada ao fim, mas muitos se esquecem de que há outras histórias e personagens tão interessantes quanto a que acabou de ser introduzida- a do líder dos viajantes Markos-, além do fato de terem matado a última cópia avulsa de Silas, Tom, deixando só Stefan e Elena como duplicatas vivas.

Eu vi até mesmo algumas pessoas comentando que seria Tom a duplicata pra Elena e Katherine pro Stefan, mas nada disso foi em um segundo confirmado. A série tem um poder de traçar histórias tão marcantes como personagens, e também tirá-los de nós - mas é TVD, eles sempre dão um jeito de voltar-, é uma emoção pela qual se vale a pena passar e assistir. ²
 
 
¹ Luiz Fonseca
² Joice Gabrielle
 
Se você só assiste o seriado pra ver o Ian Somerhalder, meus pêsames. Não há nada aqui que vá lhe interessar.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Logan Lerman confirma o fim das adaptações de Percy Jackson.


Sim, minha gente linda, é exatamente isso que eu estou dizendo. Logan Lerman, o ator que interpretou o protagonista Percy Jackson nas telinhas tem, ultimamente, dado muitas entrevistas em virtude do lançamento de Noé - uma adaptação bíblica-fantástica na qual Logan Lerman atua como Cam (o filho do meio de Noé) -, e uma das perguntas feitas ao ator foram a respeito da sequência "A Maldição do Titã" - terceiro livro da série -, da qual não se tinha mais notícias.
O ator, para o desespero e tristeza geral dos fãs, disse não continuar a interpretar Percy Jackson nas adaptações - o que, de fato, confunde a cabeça do fã - mas logo se corrige e diz que não haverão mais adaptações dos livros de Rick Riordan.
Bem, caso esteja se perguntando, a explicação para o cancelamento da adaptação é simples. A 20th Century Fox não investiu muito em Percy Jackson, provavelmente considerando a franquia um "negócio de risco". Assim, não havendo o investimento necessário, o filme não alcançou o sucesso - em minha opinião erroneamente - previsto, e inicialmente não superando os investimentos. Assim, investiu-se ainda menos no segundo filme intitulado "O Mar de Monstros", o que decretou de uma vez por todas o fim das adaptações de Percy Jackson.
Um importante fato a se notar é que as adaptações da série de livros Percy Jackson foram dirigidas por Chris Columbus, o diretor de Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, duas adaptações de sucesso e que, diga-se de passagem, pertencem também ao gênero Fantasia - como a série Percy Jackson.
Bem, em minha posição de fã eu devo dizer que estou bastante desapontado. Ainda que os filmes não tivessem seguido fielmente a cronologia e os pontos-chave da mitologia de Percy Jackson, tudo aquilo era, de qualquer forma, uma representação, com pessoas, cenários e efeitos - e, sem dúvidas um trilha sonora perfeita -. E como comentou, nesta semana, minha amiga Ani do blog Acerejada: "Se fazem, reclamam por não estar parecido. Se não fazem, reclamam por não fazerem."
Felizmente, nossa era de expectativas quanto ao futuro da mitologia de Rick Riordan ainda não acabou. Ainda podemos estudar as proposições e mistérios até o lançamento do quinto e último livro da série Heróis do Olimpo, intitulada Sangue do Olimpo - isto é, se Riordan conseguir se afastar de sua criação e não começar novamente a escrever outra série de semideuses, como fez-.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

"And The Raven says 'never more'."

Análise Interpretativa do Filme "O Corvo" em contraponto com os contos de Edgar Allan Poe.
[SPOILERS]

O filme “O Corvo”, dirigido por James McTeigue – conhecido pela obra “V de Vingança”, não é de todo, fiel ao livro “Histórias Extraordinárias”, que reúne os contos de suspense macabro do autor Edgar Allan Poe, ainda que esteja no páreo das peripécias de figuras como Sherlock Holmes.


Há um teor relativo de intertextualidade no livro: aqueles que leram seus contos saberão discernir os pontos críticos de cada história, podendo sentir-se no clímax da produção cinematográfica, antecipando certos momentos de tensão e “participando” do desenrolar das investigações, enquanto alguém que ignore a obra levaria o conteúdo do filme apenas como mais um caso de mistério, tendo que depender da atenção em cada detalhe para poder interpretar, no mínimo, o desfecho do filme.
Com perspicácia interessante quanto a mascarar o serial-killer, uma das primeiras histórias a ser retratada é “A Máscara da Morte Rubra”, quando a peste invade o baile no palácio do príncipe próspero, não sendo o filme, de forma alguma, fiel ao livro, vendo pelo ponto de que a Morte Rubra era um ser intocável, não-material, enquanto no filme, um simples rapaz invade o baile em Baltimore a mandato do próprio serial-killer.
“O Caso do Valdemar” é outro conto não tão bem retratado no filme, sendo que os casos de hipnotismo do protagonista da história, visto que é lembrado apenas com uma língua morta retirada de um corpo, não do desfalecimento total dos órgãos do corpo.
Há também, no filme, uma referência a “O Barril de Amontillado”, que trata da ‘vingança” de Montresor a seu rival – no conceito do conhecimento de vinhos – Fortunato. Montresor, na história, decide aplicar uma lição a seu amigo, afirmando ter um barril de Amontillado num vão escuro de sua adega, onde Fortunato, obsecado pela “presença” de Amontillado em pleno carnaval, decide adentrar, mal sabendo, que seu rival Montresor estaria construindo várias muralhas de pedra na única entrada que havia para o vão. Logo, quando decidem ir embora, Fortunato se torna surpreso ao ver que não havia nenhuma passagem para voltar, e logo morre. “O Corvo”, apenas retrata este mesmo tipo de enterro, desta vez, num túnel, facilmente descoberto pelo eco que se produzia na parede de pedra oca.
“O Coração Denunciador” é posto em uma perspectiva um tanto quanto intuitiva, embora não seja, também, tratado com fidelidade no filme. É usando a ideia de escutar as batidas do coração que Edgar, no filme, consegue identificar a localização de Elizabeth, mesmo que definhando até a morte.
O filme leva na bagagem de inspirações, também, os contos “Os Crimes da Rua Morgue”,  “O Poço e o Pêndulo” e o “Os Mistérios de Marie “Rogêt”, além dos poemas “Annabel Lee” e “O Corvo”, sendo que os quatro últimos não foram evidenciados na obra “Histórias Extraordinárias” – tomada como base para a interpretação e análise.
O filme se conclui com uma das possíveis mortes do escritor – envenenado -, e ainda com a irresistível e ainda inesperada previsão do próximo passo do serial-killer, que viveu seus últimos dias tentando refazer os contos de Edgar.
E o corvo aí fica; ei-lo trepado.  No branco mármore lavrado.  Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho. Parece, ao ver-lhe o duro cenho, Um demônio sonhando. A luz caída Do lampião sobre a ave aborrecida No chão espraia a triste sombra; e fora Daquelas linhas funerais Que flutuam no chão, a minha alma que chora Não sai mais, nunca, nunca mais! (LISPECTOR, Edgar Allan Poe)